Homenagem à Matheusa

No dia 9 de maio, no contexto da nosso Seminário “Pós-iluminismo, liberalismo tardio e as estratégias de enfrentamento dos outros modos de viver (Entre arte e ativismo II)”, faremos uma homenagem à Matheusa (Matheus Passarelli).

Eis alguns dos materiais que utilizaremos em nossa homenagem:

Matheusa – Sem título (farsa) e currículo.

Matheusa – cordel SERTRANSNEJA.

Oruã – Faculdade dos dias (performance Matheus Passareli, junho de 2017)

Anabela Roque – Fragmentos (Inserts: relato•cena 1 à 6). Take só de Matheusa.

MatheusA recordário LAB II

Matheusa – fotos.

Inês de Araújo – Depoimento sobre lab gravura

Matheusa – O Rio de Janeiro continua lindo…

Matheusa – Trabalho de sobrevivência. Resposta a uma demanda burocrática

Matheusa – Portfolio 2017

Matheusa – Cartografia social do crescimento e desenvolvimento

Seminário de Pós-Graduação: Entre arte e ativismo II. Pós-iluminismo, liberalismo tardio e as estratégias de enfrentamento dos modos outros de viver (2018.1)

Professores: João Camillo Penna e Ricardo Basbaum

Horário: 14:00 às 18:00 h.

Local: Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica. R. Luís de Camões, 68 – Centro.

Início das aulas: dia 21 de março.

EMENTA: Testemunhamos, hoje, a crise e os limites do Projeto Moderno, indiciados dentre outras coisas pela crise climática. O momento atual é definitivamente o pós-iluminista, se equacionarmos iluminismo e modernidade, quando as noções de sujeito universal, livre, e autônomo se tornam problemáticas, senão obsolescentes ou até ofensivas. Ao mesmo tempo, identificamos, também hoje, maciçamente nas artes e na cultura, o ressurgimento de autoritarismos e moralismos, que obrigam a recorrer como estratégia de defesa a estas mesmas ferramentas modernas em crise: liberdade de expressão, discurso emancipatório, direitos humanos, revolução. Diante de tal impasse, a arte contemporânea frequentemente retorna à zona de conforto de sua definição moderna, desinteressada e autônoma, recorrendo a ferramentas de transformação político-social hoje insuficientes. O que outrora seria uma posição de resistência, ao chamar para si o direito de “dizer tudo” (Sade) ou de “olhar tudo” (naturalizando, segundo Nicholas Mirzoeff, as relações entre autoridade e Poder), hoje parece apenas reforçar um automatismo aceleracionista na era do liberalismo tardio, para usar uma expressão de Elizabeth Povinelli, perpetuando privilégios, assim como um territorialismo universalista, autoritário. Através de alguns eixos estratégicos, configurados no interior do programa geral de “descolonização permanente do pensamento”, trataremos de discutir alternativas, linhas de fuga, ou proposições que acionam as fontes de uma tradição de enfrentamento que acreditamos transformadora, apropriada à condição geográfica do pensamento a partir do sul. Curso oferecido em conjunção com o Programa de Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos das Artes (PPGCA) da UFF e com Programa de Pós-Graduação em Artes (PPGARTES) da UERJ.

Núcleo 4. Aulas 9 e 10 – 16, 30 de maio (não haverá aula no dia 23 de maio). Programa: Necropolítica, território, novos corpos da política. Por uma arte biopolítica. As mortes de Marielle Franco e de Matheus Passareli (Matheusa) como balizas da necropolítica carioca. A questão do território. Arte biopolítica no território.

Bibliografia principal:

Mbembe, Achille. Necropolítica. Biopoder, soberania, estado de exceção, política da morte. Trad. Renata Santini. Arte & Ensaios. Revista do ppgav/eba/ufrj, n. 32, dezembro 2016. Edição da N-1: Necropolítica. São Paulo: N–1, 2018.

Kilomba, Graba. “A máscara”. Trad. Jessica Oliveira de Jesus. Cadernos de Literatura em tradução, n. 16, 2014.

Kilomba, Grada. “Descolonizando o conhecimento”. Uma Palestra-Performance de Grada Kilomba. Trad. Jessica Oliveira.

Fabião, Eleonora. “O programa performativo. O corpo em experiência”. ILINX Revista do LUME (Núcleo interdisciplinar de pesquisas teatrais da Unicamp) #4, 2013.

Frente 3 de fevereiro. Link do blog.

Silva, Denise Ferreira. “O evento social“. Palestra proferida em São Paulo, Casa do povo, 04/04/2016.

Silva, Denise Ferreira. “Ninguém: direito, racialidade, violência”. Meritum. Belo Horizonte, v. 9 n.1, jan./jun. 2014.

Preciado, Beatriz (Paul). Manifesto Contrassexual. Práticas subversivas de identidade sexual. Trad. Maria Paula Gurgel Ribeiro. São Paulo : n-1 edições, 2014.

Preciado, Paul. Meu corpo não existe. Trad. e adaptação: Inaê Diana Lieksa. Transfeminismo. Feminismo Intersecional relacionado às questões trans. Versão em inglês: My Body doesn’t Exist.

Butler, Judith. “Preface, Introduction, Bodies That Matter”. Bodies That Matter. On the Discursive Limits of “sex”. Nova York/ Toronto”Routledge, 1993.

Santos, Milton. O retorno do território. OSAL : Observatório Social de América Latina. Año 6 no. 16 (jun. 2005- ). Buenos Aires : CLACSO, 2005-

Haesbaert, Rogério. Dos múltiplos territórios à Multiterritorialidade. Conferência, Porto Alegre, 2004.

 

Bibliografia suplementar:

Kilomba, Grada. Plantation Memories. Münster: Unrast-Verlag, 2010.

Mbembe, Achille. Critica da Razão Negra. Trad. Marta Lança. Lisboa: Antígona Editores Refratários, 2014. Edição da n–1. Crítica da razão Negra. Tradução: Sebastião do Nascimento. São Paulo: n–1, 2018.

Silva, Denise Ferreira. “Notes for a Critique of the ‘Metaphysics of Race’”. Theory, Culture & Society, 2011, vol. 28(1).

Silva, Denise Ferreira. “’‘Bahia Pêlo Negro’ Can the Subaltern (subject of Raciality) Speak?Ethnicities. Sagepub.com. University of San Diego, Dezembro, 2008.

Silva, Denize Ferreira. Towards a Global Idea of Race. Minneapolis: University of Minnesota Press, 2007.

Preciado, Paul. Feminismo não é humanismo. Trad. Charles Feitosa. Monstruosas.

Spivak, Gayatri Chakravorty. Pode o subalterno falar. Trad. Sandra Regina Goulart Almeida, Marcos Pereira Feitosa, André Pereira Feitosa. Belo Horizonte, Ed. UFMG, 2010.

Jota Monbaça. Pode um cu mestiço falar?.

Harney, Stefano & Moten, Fred. The Undercommons. Fugitive Planning & Black Studies. Brooklyn, NY: Autonomedia, 2013.

Haesbaert, Rogério. O mito da desterritorialização econômica. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011, 6a. edição.

Franco, Marielle. UPP – A redução da favela a três letras: uma análise da política de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro. Dissertação de Mestrado. UFF, 2014.

Foucault, Michel. “Direito de morte e poder sobre a vida”. História da sexualidade I. A vontade de saber. Trad. Maria Theresa da Costa Albuquerque e J.A. Guilhon de Albuquerque. Rio de Janeiro: Graal, 1977.

Foucault, Michel. “Aula de 17 de março de 1976”. Em defesa da Sociedade. Trad. Maria Ermantina Galvão. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

 

Núcleo 5. Aulas 11 e 12 – 6, 13 de junho. Programa: Monumentos, anti-monumentos, ocupações, arte pública. O caso do Rio de Janeiro. Monumentos são destinados a fazer lembrar, no entanto ninguém os vê. Monumento e anti-monumento. A arte de esquecer e a arte de lembrar. Apropriações, desapropriações, ocupações. Estudos de caso: O Cais do Valongo e a Vila autódromo. A arte pública seria a arte por excelência, na medida em que toda a arte é (ou deveria ser) essencialmente pública? Existe arte pública de fato ou apenas um horizonte ideal nunca de fato realizado, ou apenas parcialmente realizado, em um mundo crescentemente privatizado? Arte e ocupação.

Bibliografia principal

Kraus, Rosalind. “A escultura no campo ampliado”. in Arte & Ensaios, nº 17, 2008. Tradução Elizabeth Baez. https://www.ppgav.eba.ufrj.br/wp-content/uploads/2012/01/ae17_Rosalind_Krauss.pdf

Jordão, Rogério Pacheco. Uma descoberta anunciada: lembranças, apagamentos e heranças do mercado de escravos do Valongo no Rio de Janeiro. Tese de Doutoraado. PUC-Rio, 2015.

Vocabularios em movimento. Vidas em resistencia. Goethe Institut.

Mesquita, André. “Capítulo 3. Coletivismo artístico no Brasil”. Arte ativista e ação coletiva. Dissertação no Departamento de História, USP, 2008.

Koselleck, Reinhart. “War memories: Identity Formations of the Survivors”. The Practice of Conceptual History: Timing History, Spacing Concepts. Stanford: Stanford University Press, 2002.

Bibliografia suplementar

Brum, Eliane. De uma branca para outra. O turbante e o conceito de existir violentamente. El país. 20 de fevereiro de 2017.

Greenberger, Alex. “French Artists, Arts Professionals Pan Jeff Koons’s Proposed Paris Memorial to Victims of Terrorist Attacks”. ArtNews, 22/01/2018.

Non au cadeau de Jeff Koons”. Collectif. Libération. 21 de janeiro de 2018.

Lenin Statue Turned Into Darth Vader In Odessa, Ukraine”. https://www.boredpanda.com/lenin-darth-vader-monument-statue-wifi-odessa-alexander-milov/

Young, James. “Memory and Counter-memory”. Harvard Design Magazine, n. 9, 2018.

Hernandez, Juan Felipe. The Praxis of Horst Hoheisel: the Countermonument in an Expanded Field. Dissertação de mestrado. Universidade de Massachusetts, 2012.

Freeman, Nate. “City of Kassel awards Olu Oguibe Documenta 14’s Arnold Bolde Prize”.

Sayev, Nadja. “Ai Wei Launches controversial public art project focused on Immigration”. The Guardian, 11 de outubro de 2017.

Sister, Sergio, Basbaum, Ricardo et alii. “O que é arte pública?”, enquete. Revista Trópico.

Dosh, Mya.”Richard Serra, tilted Arc”. Khan Academy.

Bataille, Georges. “L’obélisque”. Oeuvres complètes, volume 1. Paris: Gallimard, 1971.

Demos, T.J. “Anthropocene, Capitalocene, Chthulucene- The Many Names of Resistance”. Against the Anthropocene: Visual Culture and Environment Today. Provas, janeiro de 2017.

Exercícios. Aulas 13, 14, 15 – 20, 27 de junho; 4 de julho. Programa: como trazer as questões discutidas no curso – ou seja, descobri-las em proximidade, ainda problematizando-as – através de um conjunto de práticas e processos? Elaborar proposta de exercício nessa direção.

Outras referências. (Bibliografia dos outros núcleos)

Agostini, Ângelo. Proclamação da República. (charge de 1896).

Arendt, Hannah. “O espaço da aparência e poder”. A condição humana. Trad. Roberto Raposo. Rio de Janeiro: Forense Universistária, 2007, 10a. edição.

Baecker, Dirk. “Why Systems?“. Theory Culture & Society 18 (2001).

Bentes, Ivana. Não é neutralizando Lula que o povo vai emergir.. (Pdf). Link da Cult. Cult, 9/04/2018.

Bolle, Mônica de.”O ladrão honrada da esquerda e a falsa ideia da direita“. Opinião, 9/04/2018.

Boulos, Guilherme e D’Avila, Manuela. Guilherme Boulos e Manuela D’Ávila: Um atentado à democracia.

Brum, Eliane. “Fui morto na internet como se fosse um zumbi da série the walking dead”. El País. 12 de setembro de 2018.

Brum, Eliane. Lula, o humano. Compreender as contradições de Lula e do PT no poder é mais importante e urgente para o país do que construir um mito. El país, 09/04/2018.

Butler, Judith. “Sex and Gender on Simone de Beauvoir’s ‘Second Sex’”. Yale French Studies, n. 72, 1986.

Butler, Judith. Problemas do Gênero. Trad. Renato Aguiar. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2003.

Chakrabarty, Dipesh. “O clima da história: quatro teses”. Trad. Denise Bottman, Fernando Ligocky, Diego Ambrosini, Pedro Novaes, etc. Sopro, 91.

Chakrabarty, Dipesh. “Postcoloniality and the Artifice of History”. Provincializing Europe. Postcolonial Thought and Historial Difference. Princeton: Princeton University Press, 2000.

Chomsky, Noam; Foucault, Michel. “Human Nature Justice versus Power”. The Chomsky-Foucault Debate. Nova York: The New Press, 2006; Trad. espanhola: “La naturaleza humana – justicia versus poder, un debate”. Trad. Leonel Livchits. Katz discussiones, s/d; vídeo do debate (1971).

Clarke, Bruce e Hansen, Mark (eds.) Emergence and Embodiment. New Essays on Second-Order Systems Theory.. Durham/Londres: Duke University Press, 2009.

Clarke, Bruce e Hansen, Mark B.N. “Introduction: Neocybernetic Emergence“. Clarke, Bruce e Hansen, Mark B.N (eds.). Emergence and Embodiment. New Essays on Second-Order Systems Theory.  Durham e Londres: Duke University Press, 2009.

Collins, Patricia Hill. Aprendendo com o outsider within: a significação sociológica do pensamento feminista negroRevista Sociedade e Estado. Volume 31, Número 1 Janeiro/Abril 2016.

Comitê invisível. Motim e destituição. Trad. Vinicius Honesko. São Paulo: n-1, 2017.

Cossan, Roberto. Poema bobinho, 09/04/2018.

Crimp, Douglas. “O museu pós-moderno”. Sobre as ruínas do museu. Trad. Fernando Santos. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

Dabashi, Hamid. Can Non-Europeans Think? Londres: Zed Books, 2015.

Deleuze, Gilles. “Que é acontecimento?A dobra. Leibniz e o barroco. Trad. Luiz Orlandi. Campinas: Papirus, 1991.

Derrida, Jacques. “A Certain Impossible Possibility of Saying the Event”. Trad. Gila Walker. Critical Inquiry, 33. Inverno, 2007.

Despret, Vinciane. Angelaki. Journal of the Theoretical Humanities. Volume 20, n.2, junho 2015.

Farquharson, Alex; Demos, T.J. Uneven geographies. Catálogo da exposição. Nottingham Contemporary (8 de maio – 4 de julho de 2010).

Foster, Hal (ed.) Vision and Visuality. Seattle, Bay Press, 1988.

Foucault, Michel. “O que são as luzes?”. Ditos e escritos, vol. II. Motta, Manoel Barros da (org.). Trad. Vera Lucia Ribeiro. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1999.

Franco, Marielle. “A emergência da vida para superar o anestesiamento frente à retirada de direitos: o momento pós-golpe pelo olhar de uma feminista, negra e favelada”. Bueno, Winnie; Burigo, Joanna et alii (orgs.) Tem saída. Ensaios críticos sobre o Brasil. Editora Zouk/Casa da Mãe Joanna, 2017.

Freitas, Jânio de. Estava escrito. Folha de S. Paulo, 08/04/2018.

Greenberg, Clement. “Pintura modernista“. In: Ferreira, Glória e Mello, Cecilia de (orgs.). Clement Greenberg e o debate crítico. Trad. Maria Luiza Borges. Rio de Janeiro; Jorge Zahar Editor, 1997.

Haar, Michel. “Nietzsche and Metaphysical Language”. David Allison (ed.) The New Nietzsche. Contemporary Styles of Interpretation. Nova York: Delta, 1977.

Haraway, Donna. “Anthropocene, Capitalocene, Plantionocene, Chthulucene: Making Kin”. Originalmente publicado em: Environmental Humanities, vol. 6, 2015, pp. 159-165. Disponível em: http://environmentalhumanities.org/arch/vol6/6.7.pdf

Hayles, Katherine. How We became Posthuman. Virtual Bodies in Cybernetics, Literature, and Informatics. Chicago e Londres: University pf Chicago Press, 1999.

Hayles, N. Katherine. “Cybernetics“. Mitchel, W.J.T. e Hansen, Mark B.N (eds.). Critical Terms for Media Studies. Chicago e Londres: University of Chicago Press, 2010.

Ipanema, Rogéria. Imagem carnavalizada do poder.

Jay, Martin. “Scopic Regimes of Modernity”. Foster, Hal (ed.) Vision and Visuality. Seattle, Bay Press, 1988.

Kafka, Franz. “Josefina, a cantora ou o povo dos camundongos”. Um artista da fome e A construção. Trad. Modesto Carone. São Paulo: Companhia das Letras, s/d/

Kant, Immanuel. “Resposta à pergunta ‘Que é esclarecimento?’’”. Textos seletos. Trad. Floriano de Sousa Fernandes. Petrópolis: Editora Vozes Ltda., 1974.

Kant, Immanuel. Ideia de uma história universal com um propósito cosmopolita. Trad. Artur Morão. http://www.lusosofia.net/textos/kant_ideia_de_uma_historia_universal.pd

Kaufmann, Stuart e Scarfe, Adam C. Foreword, Introduction. Henning, Brian G. e Scarfe, Adam C (eds.) Beyond Mechanism. Putting Life Back into Biology. Lanhan: Lexington Books, 2013.

Kiffer, Ana. quero a saúde do Lula. a dele. e do que ele chamou da ideia dele. muito longe da grécia. da prisão. e de curitiba. e perto da necessidade de sabermos quem matou a marielle.

Latour, Bruno. “Why has critique run out of steam? From Matters of Fact to Matters of Concern”. Critical Inquiry, 30 (Inverno 2004).

Latour, Bruno. Jamais fomos modernos. Trad. Carlos Irineu da Costa. São Paulo: Editora 34, 2009, 2a. edição.

Lessa, Renato. Sem Lula, esquerda ou se une ou estará fora do segundo turno . Folha de S. Paulo, 09/04/2018.

Livingston, Ira. “Complex Visuality: The Radical Middleground“. Clarke, Bruce e Hansen, Mark B.N (eds.). Emergence and Embodiment. New Essays on Second-Order Systems Theory.  Durham e Londres: Duke University Press, 2009.

Lula da Silva. Áudio editado do discurso de Lula de 07/04/2018. Transcrição do discurso. Brasil de fato.

Magnoli, Demétrio. O dia da prisão de Lula. Blog da Folha de S. Paulo, 07/04/2018.

Mirzoeff, Nicholas. “O direito a olhar“. ETD – Educação Temática Digital. Campinas, SP, v. 18, n. 4, p. 745-768, nov. 2016.

Mirzoeff, Nicholas. Não é o Antropoceno é a cena da supremacia branca ou a linha divisória geológica da cor. Trad. Rita Natálio. Buala.

Mirzoeff, Nicholas. The appearance of black lives matter. Miami, NAME, 2015.

Nodari, Alexandre. Censura: ensaio sobre a ‘servidão voluntária’. Tese de doutorado. PPG em Literatura da Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 2012.

Oliveira, Rodrigo Perez. Diferente de Getúlio, Lula entrou para a história sem precisar sair da vida.

Osborne, Peter. “Theorem 4. Autonomy- Can it be true of Art and Politics at the same time?”. The Postconceptual Condition. Critical Essays. Londres/Brooklyn: Verso, 2018.

Paul, Ian Alan. The Dis/appeared. 25 Notes on Colonial Regimes of Perception

Povinelli, Elizabeth. “Routes/Worlds”. e-flux Journal #27 – September, 2011.

Povinelli, Elizabeth. “The Fog of Meaning and the Voiceless Demos”. Geontologies. A Requiem to Late Liberalism. Durham/Londres: Duke Universty Press, 2016.

Provesi, John. “Beyond Autopoiesis: Inflections of Emergence and Politics in Francisco Varela”. Clarke, Bruce e Hansen, Mark (eds.) Emergence and Embodiment. New Essays on Second-Order Systems Theory. Durham/Londres: Duke University Press, 2009.

Rancière, Jacques. “O começo da política; O dano política e polícia”. O desentendimento. Política e filosofia. Trad. Ângela Leite Lopes. São Paulo: Ed. 34, 1996.

Rancière, Jacques. “Ten Theses on politics”. Theory & Event, 5:3, 2001.

Ribeiro, Djamila. O que é lugar de fala? Belo Horizonte: ed. Letramento, 2017.

Sade, Marquês de. A filosofia na alcova, ou os preceptores imorais. Trad. Contador Borges. São Paulo: Iluminuras, 2013.

Sakamoto, Leonardo. E, no final, Lula reescreveu a história de sua própria prisão.

Santos, Valdelice Conceição. O discurso de Edir Macedo no livro orixás, caboclos e guias. Deuses ou demônios?: impactos e impasses no cenário religioso brasileiro. Dissertação de mestrado. Programde Pós-Graduação em Ciências da Religião da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), 2010.

Shaviro, Steve. “Deleuze’s encounter with Whitehead”. http://www.shaviro.com/Othertexts/DeleuzeWhitehead.pdf (Publicado com o título de: “Actual Entities and Eternal Objects”. Without Criteria. Kant, Whitehead, Deleuze, and Aesthetics. Cambridge, Londres: The MIT Press, 2009.)

Silva, Vagner Gonçalves da. “Neopetencostalismo e religiões afro-brasileiras: significados do ataque aos símbolos da herança religiosa africana no brasil contemporâneo”. Mana 13(1): 207-236, 2007.

Stengers, Isabelle. “The Cosmopolitical Proposal”. Latour, Bruno; Weibel, Peter (eds.). Making Things Public. Atmospheres of Democracy. Cambridge/Londres: The MIT Press, 2005. [Tradução em português: “A proposição cosmopolítica“]

Varela, Francisco. “The Emergent Self”. Brokman, John. The Third Culture. Beyond the Scientific Revolution. Simon & Schuster, 1995.

Virno, Paolo. “Historia Natural”. Cuando el verbo se hace carne. Trad. Eduardo Sadier. Madri: Traficantes de sueños, 2005.

 

 

Marilyn Monroe e Montgomery Clift: A melancolia na tela ou a prata da tela prateada

Flávia Trocoli e João Camillo Penna

Disciplina optativa. 2017.2; terça-feira: 14:00 h – 15:40h

Sala: F-104 (Prédio da Faculdade de Letras, UFRJ).

Ementa: A ideia deste curso surgiu das fotos não-retocadas de Marilyn Monroe tiradas pelo fotógrafo Bert Stern, em sua última sessão de fotos, poucas semanas antes de sua morte, e que incluem algumas fotos em que aparece de modo, ao mesmo tempo, discreto e proeminente, a cicatriz de uma operação de vesícula a que a atriz havia sido submetida um pouco antes. O que dizer sobre a dialética evidenciada ali entre superfície e profundidade, beleza e degradação, ferida e cicatriz, imagem e vazio, ser desejada e ser abandonada? Neste curso tratar-se-á de investigar os caminhos e descaminhos da melancolia, tal qual se espelha na vida e imagem, na vida posta em imagem e o que nela permanece como resto inexpressivo, de dois atores hollywoodianos da fase áurea do cinema norte-americano: Marilyn Monroe e Montgomery-Clift. Capturar neles, nos personagens, nos dramas vividos por eles na tela, e em seus duplos, o brilho antes que ele se transforme na grande noite. Por uma coincidência, que não deve ser uma, eles contracenaram no último filme de Marilyn (Os desajustados). Por uma coincidência que não deve ser uma, Montgomery Clift, foi escolhido por John Huston para representar o papel de Freud, em Freud, além da alma, baseado em roteiro renegado de Jean-Paul Sartre, juntando de modo indissolúvel os destinos da psicanálise e do cinema. É a partir desse brilho que ainda irradia e nos atinge, a partir dessas vidas em imagem, e o que nelas resiste a ser posto em imagem, que o curso se propõe a pensar a trajetória da melancolia entre cinema e psicanálise.

Cronograma

Semana 1 – 1o de agosto. Cinema e psicanálise. Exposição do projeto do curso.

8 de agosto – Não haverá aula.

Semana 2 – 15 de agosto. Corpo e morte. Leituras: “Corpo de estrela e sex machine – sobre a estética do glamour”, de Serge Margel; As estrelas, de Edgar Morin [versão em inglês: Stars].

Semana 3 – 22 de agosto. Leitura: “Luto e Melancolia”, (trad. Hanns) de Sigmund Freud.

Semana 4 – 29 de agosto. A melancolia da estrela. Filme: O Crepúsculo dos deuses de Billy Wilder.

5 de setembro – Não haverá aula (Congresso da Faculdade de Letras).

12 de setembro – Não haverá aula.

Semana 5 – 19 de setembro. A cicatriz e a flor negra. Leitura: “As ninfeias ou uma surpresa de uma alvorada de verão”, de Gaston Bachelard. Diante de algumas fotos da última sessão de fotos de Marilyn Monroe.

Semana 6 – 26 de setembro. Estrela no espelho. Leitura: “O estádio do espelho como formador da função do eu” de Jacques Lacan.

Semana 7 – 3 de outubro. Rosto desfigurado, rosto perdido. Filmes: Um lugar ao sol, de George Stevens e De repente, no último verão, de Joseph Mankiewicz.

Semana 8 – 10 de outubro. Garganta, umbigo, buraco. Filme: Freud, além da alma, de John Huston. Leituras: “Sonho da injeção de Irma” (Capítulo II de A interpretação dos sonhos) de Freud; um caso de Estudos sobre a histeria, Sigmund de Freud e Joseph Breuer.

17 de outubro – Não haverá aula. (Seminário de Pós-Graduação).

23 de outubro – Não haverá aula. (Jornada de Iniciação Científica).

Semana 9 – 31 de outubro. Filme: Niagara (Torrentes de paixão), de John Hataway.

Semana 10 – 7 de novembro. Pornografia e cinema. A “boneca estúpida” (Norman Mailer). Leitura: Aulas do seminário 11, Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise, de Jacques Lacan (objeto pequeno a).

Semana 11 – 14 de novembro. A falta da falta. Leitura: Aulas do seminário 10, A angústia, de Jacques Lacan.

Semana 12 – 21 de novembro.Desmontagem do corpo em cena. Leitura: “Uma criança é espancada”, de Sigmund Freud.

Semana 13 – 28 de novembro. Filme: Os Desajustados, de John Huston.

Semana 14 – 5 de dezembro. Conclusão do curso.

Bibliografia:

Bachelard, Gaston. “As ninfeias ou as surpresas de uma alvorada de verão”. In: O direito de sonhar. Tradução: José Américo Pessanha et alii. Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil, s.a., 1994.

Freud, Sigmund. Capítulo II. O método de interpretação dos sonhos: análise de um sonho modelo. In: A interpretação dos sonhos. Rio de Janeiro: Imago, s/d.

_____________.“Luto e melancolia”. In: Escritos sobre a psicologia do inconsciente, vol. II. Coordenação de tradução: Luiz Alberto Hanns. Rio de Janeiro: Imago, 2006.

_____________. Luto e melancolia. Tradução, introdução e notas: Marilene Carone. São Paulo: Cosac Naify, 2011.

____________. “Uma criança é espancada”. In: Obras Completas. Vol. XVII. Rio de Janeiro: Imago.

Lacan, Jacques. Aulas escolhidas do Seminário 10. A Angústia. Trad. Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2005.

___________. Aulas escolhidas so Seminário 11. Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise. Trad. M. D Magno. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1988.

____________.“O estádio do espelho como formador da função do eu”. In: Escritos. Tradução: Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar ed, 1998.

Lessana, Marie Magdeleine. Marilyn. Retrato de uma estrela. Trad. André Telles. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2006.

Mailer, Norman. Marilyn. Tradução: Alessandra Bonrruquer. Rio de Janeiro/São Paulo: Editora Record, 2013.

Margel, Serge. “Corpo de estrela e sex machine – sobre a estética do glamour”. O Mutum – Revista de literatura e pensamento. Brasília, UnB, n. 1, jan-jul. 2013.

Miner, John. Transcript of Monroe’s tape. [Transcrição suposta das fitas gravadas por Marilyn para seu psicanalista Ralph Greenson.]

Morin, Edgard. As estrelas. Mito e sedução no cinema. Tradução: Luciano Trigo. Rio de Janeiro, José Olympio editora, 1989.

Sartre, Jean Paul. The Freud Scenario. Tradução: Quintin Hoare. Londres: Verso, 1985.

Schneider, Michel. Marilyn últimas sessões. Tradução: Vera Lúcia dos Reis. São Paulo: Alfaguara, 2008.

Sollers, Philippe. Marilyn ou la suicidée du spectacle. (Com uma entrevista com Michel Schneider).

Filmografia:

Hathaway, Henry. Torrentes de paixão (Niagara, 1953).

Houston, John. Os desajustados (The Misfits, 1961).

___________. Freud além da alma (Freud: The Secret Passion, 1962).

Mankiewicz, Joseph. De repente, no último verão (Suddenly, Last Summer, 1959).

Stevens, George. Um lugar ao sol (A place in the Sun, 1951).

Wilder, Billy. Crepúsculo dos deuses (Sunset Boulevard, 1950).

Teoria Literária II – 2018.1

CRONOGRAMA DO CURSO (PDF do programa).               

Semana 1 – 13 e 15 de março. Projeto do curso : Gêneros literários, gêneros sexuais (teoria de gênero). Teoria do génus. Genus, generis. Literatura, gênero, nascimento, família, raça. Leitura : Introdução ao Arquitexto, Gérard Genette.

Semana 2 – 20 e 22 de março. Modo e gênero. Continuação da leitura de Introdução ao arquitexto, Gérard Genette.

Semana 3 – 27 e 29 de março. Excurso : A poesia lírica revisitada. Leitura : «Que porra é essa – poesia? », Alberto Pucheu.

Semana 4 – 3 e 5 de abril. Poemas nada exemplares. Leitura : « Consideração do poema, Procura da poesia », Carlos Drummond de Andrade ; « O cão sem plumas », João Cabral de Melo Neto; « Musa », Sophia de Mello Breyner Andresen ; « O espião janta conosco », Leonardo Gandolfi ; « Uma mulher limpa », Angélica Freitas.

Semana 5 – 10 e 12 de abril. Génos x pólis. Leitura : Antígone, Sófocles.

Semana 6 – 17 e 19 de abril. Leitura : Resistência e estado. Leitura : A Antígona de Sófocles, Bertold Brecht.

Semana 7 – 24 e 26 de abril. Natureza e cultura. Leituras : « O universo simbólico » (O eu na teoria de Freud e na técnica psicanalítica), Jacques Lacan; « Natureza e cultura; O problema do incesto », Claude Lévi-Strauss.

Semana 8 – (1° de maio : Feriado). Aula em 3 de maio. A mulher como objeto de troca. Leitura : « O Tráfico de mulheres: notas sobre a ‘economia política’ do sexo », Gayle Rubin.

Semana 9 –8 e 10 de maio. Entrega do primeiro trabalho. A mulher como objeto de troca (continuação). Leituras : « O tráfico de mulheres : notas sobre a ‘economia política’ do sexo », Gayle Rubin ; « O arco e o cesto » (A sociedade contra o estado), Pierre Clastres.

Semana 10 -17 e 17 de maio. « Não se nasce mulher, torna-se mulher». Gênero e construção. Leituras : « Introdução, Destino » de O segundo sexo, Simone de Beauvoir .

Semana 11 –22 e 24 de maio. A performance do gênero. Leitura : « Da paródia à política « . Leitura sugerida : « Sujeitos do sexo/gênero/desejo » (Problemas de gênero), Judith Butler.

Semana 12 – 29 de maio (31 de maio : Feriado). A performance do gênero (continuação). Leitura : « Da paródia à política « . Leitura sugerida : « Sujeitos do sexo/gênero/desejo » (Problemas de gênero), Judith Butler.

Semana 13 – 5 e 7 de junho. Contra o sexo. Leitura : « O que é contrassexualidade?; Princípios da sociedade contrassexual. » (Manifesto contrassexual), Beatriz (Paul) Preciado.

Semana 14 – 12 e 14 de junho– Estado contra Raça. Leitura : « Ninguém: direito, racialidade e violência », Denize Ferreira da Silva.

Semana 15 – 19 e 21 de junho – Diadorim, uma personagem trans?. Leituras: « Minha neblina », Alexandre Nodari. Trechos de Grande Sertão : veredas, João Guimarães Rosa.

Semana 16 – 26 e 28 de junho – 26 de junho : Revisão; 28 de junho : Prova final.

 

BIBLIOGRAFIA

Andrade, Carlos Drummond de. Reunião. 10 livros de poesia. Rio de Janeiro : Livraria José Olympio Editora, 1977, 8a. edição.

Andresen, Sophia de Mello Breyner. Âreas, Vilma (seleção). Poemas escolhidos. São Paulo : Companhia das Letras, 2004.

Aristóteles. Poética. Trad. Ana Maria Valente. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, s/r, 3a edição.

Austin, J.L. “Performativos e constativos”. In: Quando dizer é fazer. Palavras e ação. Trad. Danilo Marcondes de Souza Filho. Porto Alegre”Artes médicas, 1990.

Beauvoir, Simone de. O segundo sexo, volume I; volume II. Trad. Sérgio Milliet. São Paulo : Difusão europeia do livro, 1967.

Blanchot, Maurice. A loucura do dia. Manuscrito.

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Clastres, Pierre. A Fala sagrada. Mitos e cantos sagrados dos índios Guarani. Trad. Nícia Adan Bonatti. Campinas : Papirus, 1990.

Clastres, Pierre. A sociedade contra o Estado. Pesquisas de antropologia política. Trad. Theo Santiago.São Paulo : Cosac & Naif, 2003.

Clastres, Pierre. Arqueologia da violência. Pesquisas de antropologia política. Trad. Paulo Neves. São Paulo : Editor Cosac & Naify, 2004.

Davis, Angela. Mulher, raça e classe. Tradução livre. Pataforma Gueto, 2013.Genette, Gérard. Introdução ao arquitexto. Lisboa : Vega Gabinete de edições, s/d.

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Ducrot, Oswald e Todorov, Tzvetan. “Enunciação”. In: Dicionário enciclopédico de ciências da linguagem. Trad. Jacó Guinzburg et allii. São Paulo: Perspectiva.

Ducrot, Oswald e Todorov, Tzvetan. “Linguagem e ação”. In: Dicionário enciclopédico de ciências da linguagem. Trad. Jacó Guinzburg et allii. São Paulo: Perspectiva.

Ducrot, Oswald e Todorov, Tzvetan. “Referência”. In: Dicionário enciclopédico de ciências da linguagem. Trad. Jacó Guinzburg et allii. São Paulo: Perspectiva.

Freitas, Angélica. Um útero é do tamanho de um punho. São Paulo : CosacNaify, 2012.

Gandolfi, Leonardo. A morte de Tony Bennett. São Paulo : Lumme editor, 2010.

Glissant, Édouard. Introdução a uma poética da diversidade. Trad. Enilce do Carmo Albergaria Rocha. Juiz de Fota : Editora UFJF, 2005.

Glenadel, Paula. A fábrica do feminino. Rio de Janeiro : 7letras, 2008.

Haraway, Donna. « ‘Gênero’ para um dicionário marxista: a política sexual de uma palavra ». Cadernos Pagu (22), 2004.

Hölderlin, Friedrich. Observações sobre édipo e observações sobre antígona. Precedido de Jean Beaufret. Hölderlin e Sófocles. Trad. Pedro Sussekind, Anna Luiza Andrade, etc. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Editor, 2008.

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Lacan, Jacques. « O universo simbólico » . O seminário. Livro 2. O eu na teoria de Freud e na técnica da psicanálise. Trad. Maria Christine Lasnik Penot e Antonio Quinet. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Editor, 1985.

Lévi-Strauss, Claude. As estruturas elementares do parentesco. Trad. Mariano Ferreira. Petrópolis: Vozes, 1982.

Lima, Tânia Stolze. “Por uma cartografia do poder e da diferença nas cosmopolíticas ameríndias.“. Revista de Antropologia, São Paulo, USP, 2011, v. 54, no. 2.

Melo Neto, João Cabral. Poesias completas (1940-1965). Rio de Janeiro : Livraria José Olympio Editora, 1975.

Nodari, Alexandre. « Minha neblina ». https://partessemumtodo.wordpress.com/2016/07/24/minha-neblina/

Platão. Trecho do livro III (Mimesis e diegesis). A república. Trad. Maria Helena da Rocha Pereira. 9a. Edição Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, s/d.

Preciado, Beatriz (Paul). Manifesto Contrassexual. Práticas subversivas de identidade sexual. Trad. Maria Paula Gurgel Ribeiro. São Paulo : n-1 edições, 2014.

Preciado, Paul. Feminismo não é humanismo. Trad. Charles Feitosa. Monstruosas.

Preciado, Paul. Meu corpo não existe.

Pucheu, Alberto. « Que porra é essa – poesia ? ». Eyben, Piero e Walace Rodrigues, Fabricia (orgs.) Cada vez o impossível. Derrida. Vinhedo : Editora Horizonte, 2015.

Rosa, João Guimarães. Grande Sertão: Veredas. Ficção completa em dois volumes (volume II). Rio de Janeiro : editora Nova Aguilar, 1994.

Rosenfield, Kathryn. Sófocles e Antígona. Rio de Janeiro: Jorge Zahar editor. 2002.

Schlegel, Friedrich. Conversa sobre a poesia. Trad. Victor-Pierre Stirnimann. São Paulo : Iluminuras, 1994.

Silva, Denize Ferreira. « Ninguém : direito, racialidade e violência ». Meritum. Belo Horizonte, vol. 9, n.1, jan.jun 2014.

Soares, Angélica. Gêneros literários. São Paulo : Editora Ática, 2007. Digital Source.

Sófocles. Antígone. Trad. Trajano Vieira. São Paulo : Perspectiva, 2009.

Steiner, George. Antigones. Antigones. How the Antigone Legend Has Endured in Western Literature, Art, and Thought. New Haven e Londres : Yale University Press, (1984) 1996.

Sztutman, Renato. O contra o estado e as políticas ameríndias. Algumas meditações clastreanas.. Manuscrito.

 

FILMOGRAFIA

Haynes, Todd. Superstar. The Karen Carpenter story (1983).

Seminário de Pós-Graduação: Poética das ocupações, poéticas da intervenção – entre arte e ativismo (2017.1).

Professores: João Camillo Penna (UFRJ) e Ricardo Basbaum (UFF)

Horário: 14:00 h às 18:00 h.

Local: Casa França-Brasil. Rua Visconde de Itaboraí, 78. Centro.

Início das aulas: dia 22 de março.

Ementa: Manifestar, instalar, montar, ocupar; movimento, acontecimento, rebelião, insurreição. Uma reflexão que procurasse articular as questões da arte e literatura às da política, situando-se na junção arte/ativismo, deveria começar por uma discussão sobre os nomes da espacialização das práticas. Não há coincidência nenhuma no fato de uma crise mundial da democracia representativa, e do modelo partidário-eleitoral-parlamentar, mobilizando um diagnóstico mais ou menos consensual sobre a crise da política como um todo, ter produzido como seu corolário necessário e involuntário a invenção de novas formas de política, que poderíamos chamar de política direta ou imediata, que começaram a pulular pelo mundo com o início do século XXI. São exemplos dessas manifestações: o movimento Zapatista em Chiapas (México, ainda na última década do século XX), o movimento antiglobalização (de Altermondialização), a “primavera árabe”, o 15-M espanhol, o Occupy nos Estados Unidos, o Diren Gezi na Turquia, as manifestações de junho de 2013 no Brasil. Atualmente a política direta está sendo inventada no Brasil na escolas públicas, com o movimento das ocupações dos Secundaristas, contradizendo uma percepção lúgubre generalizada sobre o retrocesso da democracia brasileira na sequência do golpe jurídico-parlamentar-midiático ocorrido. O que tem a arte/poesia a dizer sobre isso? Uma primeira hipótese que gostaríamos de encaminhar é que há uma arte/poesia interventiva direta, que se situa no campo das práticas, avessa à representação, e que vem sendo praticada há algum tempo, oferecendo a contrapartida exata para a crise da representação política, em sintonia com os acontecimentos da política atual das redes sociais. Ela se articula com uma crítica institucional dos lugares hegemônicos da arte, mobiliza programas de ações coletivas em consonância com as ocupações, novo modelo da política do agora. Pensar uma “Poética das ocupações” no contexto das “Poéticas da intervenção” não significa estetizar as ocupações esvaziando o seu cunho eminentemente político, mas realizar um caminho de mão dupla: em que medida as ocupações mobilizam uma poética ou uma prática artística de intervenção; em que medida há uma política ocupacional envolvida em uma certa arte atual. Por outro lado, considerar as poéticas de intervenção também implica em reconhecer as diferenças entre ativismo e arte, no sentido da construção de si como artista ou ativista e no reconhecimento dos processos (conceituais, plástico-materiais, sensoriais) de intervenção que estão em jogo a cada momento. Há que se reconhecer a especificidade das práticas artísticas, em suas mediações de um circuito de arte, como processos de produção de subjetividade – ao mesmo tempo em que se diluem as diferenças entre a produção da obra de arte e a construção, organização ou gestão do evento/intervenção: há sempre em jogo um agregado de interesses, em que se enfrentam também aqueles das forças corporativas e macroeconômicas. Se ocupar um lugar como ativista ou artista no tecido social implica em experimentar e administrar um “intervalo” entre a “construção de si” e a “construção de si como ativista/artista”, como se dá a construção deste sujeito coletivo “de intervenção”? O que é que faço, o que quero fazer, onde me situo nesse contexto? Como se configura essa situação com a qual me defronto? Como ali intervir de modo a fazer com que a ação funcione e assim configurar uma prática e atuação? Percebo-me articulado em uma comunidade a partir da qual as práticas que desenvolvo produzem uma articulação mais intensa, de compartilhamento? Qual o perfil desta articulação comunitária: traços de uma amizade produtiva, questões geracionais, tópicos de uma plataforma comum de ação? Curso oferecido em conjunto pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Literatura (FL/UFRJ), pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos das Artes (PPGCA/UFF) e pelo Programa de Pós Graduação em Artes Visuais (PPGARTES/UERJ).

Cronograma (esboço) – Versão em Word da ementa e do cronograma.

aula 0. 22 de março. programa: Percorrer a geografia do diagrama para dali extrair eixos temático-conceituais; a produção de fala a partir do diagrama; o diagrama como superfície sensorial-conceitual ou pós-conceitual. Diagrama, teoria e prática: forma/modo de ação, superfície de retroalimentação que se cartografa continuamente. Como acoplar-se ao diagrama e torná-lo produtivo? Como produzir diagramas próprios? O diagrama poético-político – ferramenta de gestos excessivos ou elemento pragmático para ações pontuais, eficientes?

cleo 1. aulas 1-2: 29 de março; 5 de abrilprograma: artista / militante. duas figuras, dupla figura. em busca de um nova definição da militância. conjunto intercessão: artista/militante; o militante/artista.táticas de intervenção como ação estético-política. vanguarda e novos modos de fazer/agir. acontecimento. an-artista; anti-artista; não-artista: politizações do campo da arte. poesia direta; diagrama.

Bibliografia recomendada:

  • Basbaum, Ricardo e Penna, João Camillo.Diagrama (manifestações) versão no. 2, 2016. Grey Room 65, Fall 2016.
  • Kaprow, Allan. “The Education of the Un-artist. Part I”. In: Essays on the blurring of art and life. Berkeley: University of California Press, 1993.
  • Coletivo 28 de maio (i.e. Jorge Vasconcellos e Mariana Pimentel). “O que é uma ação estético-política? (um contramanifesto). Publicado originalmente em Revista Vazantes, no. 1. Dossiê: Matéria, Materialização, (Novos) Materialismos). Programa de Pós-Graduação em Artes. Universidade Federal do Ceará (UFC).
  • Jourdan, Camila. “Não é o voto que vai provocar uma catástrofe maior…”. Entrevista com Léo Mendes. Geledés. Instituto da mulher negra.
  • Nunes, Rodrigo. “Notes towards a rethinking of the militant”. In: Communism in the 21st Century, editado Shannon Brincat, vol. 3, 163-188. Santa Barbara: Praeger, 2014.
  • Roque, Tatiana. “Sobre a noção de diagrama: matemática, semiótica e as lutas minoritárias”. Publicado originalmente em Revista Trágica: estudos de filosofia e imanência. 1o. quadrimestre de 2015, vol 8 – no. 1, pp. 84-104.
  • Expósito, Marcelo. A arte como produção de modos de organização. Transcrição e tradução de Milla Jung. In Francowicz, Marcos. (Org.) ¡Si, tiene en portugués!. 1ed. Curitiba: contemplado pelo Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais 11ª Edição, 2015.[Vídeo da conferência.]
  • Deleuze, Gilles. “Instintos e instituições”. In: A ilha deserta e outros textos. Tradução : Hélio Rebello Cardoso Júnior. São Paulo: Editora Iluminuras, 2004.
  • Deleuze, Gilles. “Os intercessores”. In: Conversações. Trad. Peter Pál Bart. São Paulo: Ed. 34, 1992.

nota: Não haverá aula nos dias 12 e 19 de abril.

 cleo 2. aulas 3-4: 26 de abril; 3 de maio. programa: arte, política, neoliberalismo. Diagnóstico do presente, o antropoceno e suas vertentes, o desgoverno dos governos, capitalismo semiótico, inventário de possíveis saídas: afeto, trabalho imaterial, general intellect.

Bibliografia recomendada:

  • Haraway, Donna. “Anthropocene, Capitalocene, Plantionocene, Chthulucene: Making Kin”. Originalmente publicado em: Environmental Humanities, vol. 6, 2015, pp. 159-165.
  • Berardi, Franco “Bifo”.The Uprising. On Poetry and Finance. Los Angeles: semiotext(e), 2012.
  • Clough, Patricia T. “The Affective Turn. Political Economy, Biomedia and Bodies”. In: Theory, Culture & Society. January 2008 25: 1-22.
  • Wolodzko, Agnieszka Anna. “Materiality of Affect: How Art Reveal the more Subtle Realities of an Encounter”. In: Braidotti, Rosi e Dolphijn, Rick.This Deleuzian Century. Art, Activism, Life. Boston (EUA)/ Leiden (Holanda): Brill Rodopi, 2014.
  • Osborne, Peter. “The Postconceptual Condition, or The Cultural Logic of High Capitalism Today”, inRadical Philosophy 184, março/abril 2014.
  • Virno, Paolo.“Labor, Action, Intellect”In: A Grammar of the Multitude. Nova York/Los Angeles: Semiotex(e), 2004.
  • Lazzarato, Maurizio; Negri, Antonio. Trabalho imaterial. Formas de vida e produção de subjetividade. Trad. Mônica Jesus. Rio de Janeiro: DP&A, 2001.
  • Comitê invisível.“Eles querem nos obrigar a governar, mas não vamos cair nessa provocação”. In: Aos nossos amigos. Crise e Insurreição. Tradução: Edições Antipáticas. São Paulo: n-1 edições, 2016.

cleo 3. aulas 5-6: 10 de maio; 17 de maio. programa: ocupação, crítica institucional, arquitetura, urbanismo, espaço-lugar. O que significa ocupar? Espaços institucionais, escola, museu, cidade. O espaço precondiciona a ocupação. Interferência no conceito de público. Arte e saber, destruição do saber da arte.

Bibliografia recomendada:

  • Bentes, Ivana.“Mídia-multidão. A câmera de cobate. Comover, viralizar, politizar”. In: Mídia-Multidão. Estéticas da comunicação e biopolíticas. Rio de Janeiro: Mauad X, 2015.
  • Brito, Ronaldo. “O moderno e o contemporâneo (o novo e o outro novo)”, inArte Brasileira Contemporânea – Caderno de Textos 1. Funarte, Rio de Janeiro, 1980.
  • Pelbart, Peter Pál.Carta aberta aos secundaristas. São Paulo: n-1, 2016.
  • Baudrillard, Jean. “O efeito Beaubourg, implosão e dissuasão.” In: Simulacros e simulação. Trad. Maria João da Costa Pereira. Lisboa: Relógio d’água, 1991.
  • O’Doherty, Brian. No interior do cubo branco. A ideologia do espaço na arte. Trad. Carlos S. Mendes Rosa. São Paulo: Martins Fontes, 2002.
  • Crimp, Douglas. Sobre as ruínas do museu. Trad. Fernando Santos. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

cleo 4. aulas 7-8. 24 de maio; 31 de maio. programa: rizoma, rede, circuito de arte, linha orgânica, intercessores. Ocupar o tempo, espaço topológico: rizoma, a construção kafkiana, rede, corpo.

Bibliografia recomendada:

  • Adams, Jason M.Occupy Time: Technoculture, Immediacy, and Resistance after Occupy Wall Street Nova York: Palgrave Macmillan, 2014.
  • Galloway, Alexander R., Thacker, Eugen e Wark, McKenzie.Excommunication – Three inquiries in media and mediation. Chicago, University of Chicago Press, 2014.
  • Kafka, Franz.Um artista da fome e A construção. Trad. Modesto Carone. São Paulo: Companhia das Letras, s/d/
  • Deleuze, Gilles e Guattari, Félix. Para uma literatura menor. Trad. Rafael Godinho. Lisboa: Assírio Alvim, 2003.
  • Musso, Pierre. “A filosofia da rede”. In: Parente, André  (Org.),Tramas da rede, Porto alegre, Sulina, 2004.
  • Nunes, Rodrigo.The Organisation of the Organisationless. Collective Action After Networks. Leuphana University: Post-Media Lab/Mute Books, 2014.
  • Rolnik, Suely. “Pensar a partir o saber-do-corpo. Uma micropolítica para resistir ao inconsciente colonial”.

exercícios. aulas 9-10. 7 de junho; 14 de junho. programa: como trazer as questões discutidas no curso – ou seja, descobri-las em proximidade, ainda problematizando-as – através de um conjunto de práticas e processos? elaborar proposta de exercício nessa direção.

final. aulas 11-12. 21 de junho; 28 de junho. programa: resistência, linhas de fuga, espaço de liberdade.

Bibliografia básica do curso e links:

Adams, Jason M. Occupy Time: Technoculture, Immediacy, and Resistance after Occupy Wall Street Nova York: Palgrave Macmillan, 2014.

Alberro, Alexandre e Stimson, Blake (eds.). Institutional Critique. An Anthology of Artists’ writings. Cambridge/Londres: MIT Press, 2009.

Basbaum, Ricardo. “Diferença entre nós e eles”. (“Differences between us and them”, publicado originalmente em Static Pamphlet, outubro de 2003). https://rbtxt.files.wordpress.com/2016/11/diferenccca7as-entre-nocc81s-e-eles_f_2.pdf 

Basbaum, Ricardo e Penna, João Camillo. Diagrama (manifestações) versão no. 2, 2016.. Post-Election Artists Dossier. Grey Room 65, Fall 2016.

Baudrillard, Jean. “O efeito Beaubourg, implosão e dissuasão.” In: Simulacros e simulação. Trad. Maria João da Costa Pereira. Lisboa: Relógio d’água, 1991.

Bentes, Ivana. “A última maça do paraíso”. Revista Cult. Outubro de 2016. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/a-ultima-maca-do-paraiso/

Bentes, Ivana. Mídia-Multidão. Estéticas da comunicação e biopolíticas. Rio de Janeiro: Mauad X, 2015.

Bentes, Ivana. “Ocupa Tudo! Extinção, ressurreição e insurreição da Cultura”. In: Rovai, Renato (org.) Golpe 16. Forum, 2016. Disponível em: http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/blog-na-rede/2016/10/ocupa-tudo-extincao-ressurreicao-e-insurreicao-da-cultura-9780.html

Berardi, Franco “Bifo”. The Uprising. On Poetry and Finance.. Los Angeles: semiotext(e), 2012.

Braidotti, Rosi. Nomadic Subjects. Embodiment and Sexual Difference in Contemporary Feminist Theory Thoery. Nova York: Columbia University Press, 1994.

Braidotti, Rosi. Transpositions. On Nomadic Ethics. Cambridge (Inglaterra)/ Malden (EUA): Polity Press, 2006.

Braidotti, Rosi e Dolphijn, Rick. This Deleuzian Century. Art, Activism, Life. Boston (EUA)/ Leiden (Holanda): Brill Rodopi, 2014.

Brito, Ronaldo. “O moderno e o contemporâneo (o novo e o outro novo)“, in Arte Brasileira Contemporânea – Caderno de Textos 1. Funarte, Rio de Janeiro, 1980.

Calixto, Fabiano & Tostes, Pedro. Vinagre. Uma antologia de poetas neobarracos. 2 ed. São Paulo: Edições V de Vândalo. (e-book).

Clough, Patricia T. “The Affective Turn. Political Economy, Biomedia and Bodies“. In: Theory, Culture & Society. January 2008 25: 1-22.

Coletivo 28 de maio (i.e. Jorge Vasconcellos e Mariana Pimentel). “O que é uma ação estético-política? (um contramanifesto).” Publicado originalmente em Revista Vazantes, no. 1. Dossiê: Matéria, Materialização, (Novos) Materialismos). Programa de Pós-Graduação em Artes. Universidade Federal do Ceará (UFC.

Comitê invisível. Aos nossos amigos. Crise e Insurreição. Tradução: Edições Antipáticas. São Paulo: n-1 edições, 2016.

Comitê Invisível. L’Insurrection qui vient. Paris: La Fabrique éditions, 2007.

Crimp, Douglas. Sobre as ruínas do museu. Trad. Fernando Santos. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

Deleuze, Gilles. “Instintos e instituições“. In: A ilha deserta e outros textos. Tradução : Hélio Rebello Cardoso Júnior. São Paulo: Editora Iluminuras, 2004.

Deleuze, Gilles. “Os intercessores“. In: Conversações. Trad. Peter Pál Bart. São Paulo: Ed. 34, 1992.

Deleuze, Gilles e Guattari, Félix. Kafka. Para uma literatura menor. Trad. Rafael Godinho. Lisboa: Assírio Alvim, 2003.

Dumchamp, Marcel.“A propos of ‘readymades'”. Publicado originalmente em : Art and Artists (Londres), 1, no. 4 (julho de 1966), p. 47. Acessado no site :Iconoclast. www. 13am.net/iconoclast. “A propósito dos readymades”. Tradução : Ricardo Ross (Arquivo Rizoma – rizoma.net.).

Expósito, Marcelo. A arte como produção de modos de organização. Transcrição e tradução de Milla Jung. In FRANKOWICZ, Marcos. (Org.) ¡Si, tiene en portugués!. 1ed. Curitiba: contemplado pelo Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais 11ª Edição, 2015.[Vídeo da conferência.]

Flusser, Vilém. “Política e língua”, in Ficções filosóficas. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo,

Foucault, Michel. O governo de si e dos outros. São Paulo, Martins Fontes, 2010.

Galloway, Alexander R., Thacker, Eugen e Wark, McKenzie. Excommunication – Three inquiries in media and mediation. Chicago, University of Chicago Press, 2014.

Guéron, Rodrigo e Vasconcellos, Jorge. “Depois de junho, o que nos resta a fazer? Ações estético-políticas! (notícias de um Brasil insurgente: as manifestações de junho-2013 e a reação microfacista a elas)”. Publicado originalmente em Alegrar, no. 15, junho de 2015.

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Haraway, Donna. “Anthropocene, Capitalocene, Plantionocene, Chthulucene: Making Kin”. Originalmente publicado em: Environmental Humanities, vol. 6, 2015, pp. 159-165. Disponível em: http://environmentalhumanities.org/arch/vol6/6.7.pdf

Harvey, David; Maricato, Ermínia; Žižek, Slavoj; Davis, Mike et. al. Cidades Rebeldes: Passe livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil. São Paulo: Boitempo Editorial, 2013.

Holmes, Brian. Escaping the overcode: activist art in the control society. Eindhoven, Van Abbemuseum, 2009. http://brianholmes.wordpress.com/2009/01/19/book-materials/

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Jourdan, Camila. “Não é o voto que vai provocar uma catástrofe maior…”. Entrevista com Léo Mendes. Geledés. Instituto da mulher negra. Disponível em: http://www.geledes.org.br/nao-e-o-voto-que-vai-evitar-uma-catastrofe-maior-catastrofe-ja-esta-posta-professora-camila-jourdan-fala-ao-dcm-por-leo-mendes/#gs.xahoCNE

Kafka, Franz. Um artista da fome e A construção. Trad. Modesto Carone. São Paulo: Companhia das Letras, s/d/

Kaprow, Allan. “The Education of the Un-artist. Part I, II, III.” In: Essays on the blurring of art and life. Berkeley: University of California Press, 1993.

Kiffer, Ana e Guéron, Rodrigo. “Carta ao mundo sobre o golpe”.

Lazzarato, Maurizio; Negri, Antonio. Trabalho imaterial. formas de vida e produção de subjetividade. Trad. Mônica Jesus. Rio de Janeiro: DP&A, 2001.

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Penna, João Camillo. “O dispositivo Questions théoriques“. [No prelo. Referência da versão publicada: In: Glenadel, Paula; Gorrillot, Bénédicte; Lemos, Masé; Moraes, Marcelo Jacques de (orgs.). Poesia e interfaces: operações, composições, plasticidades. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2017.]

Rolnik, Suely. “Pensar a partir o saber-do-corpo. Uma micropolítica para resistir ao inconsciente colonial”. https://laboratoriodesensibilidades.wordpress.com/2016/07/25/pensar-a-partir-do-saber-do-corpo-uma-micropolitica-para-resistir-ao-inconsciente-colonial-proposicao-de-suely-rolnik/

Roque, Tatiana. “Le diagramme libéré de l’algébrique: point, mobile, trait, pointillé”. Deleuze et les multiplicités. Paris: Hermann, 2017.

Roque, Tatiana. “Sobre a noção de diagrama: matemática, semiótica e as lutas minoritárias ”. Publicado originalmente em Revista Trágica: estudos de filosofia e imanência. 1o. quadrimestre de 2015, vol 8 – no. 1, pp. 84-104.

Roque, Tatiana e Lazzarato, Maurizio. “Ruptures subjectives et investissements politiques: juin 2013 au Brésil et questions de continuité ». No prelo : Rue Descartes. College International de Philosophie. Texto não revisado.

Safatle, Vladimir. Quando as ruas queimam: manifesto pela emergência. Sao Paulo: n-1 edições, 2016.

Shaviro, Steven. “Deleuze’s Encounter with Whitehead”. http://www.shaviro.com/Othertexts/DeleuzeWhitehead.pdf (Publicado com o título de: “Actual Entities and Eternal Objects”. Without Criteria. Kant, Whitehead, Deleuze, and Aesthetics. Cambridge, Londres: The MIT Press, 2009.)

Singer, André. “Brasil, junho de 2013. Classe e ideologias cruzadas”. Novos Estudos 97, novembro de 2013.

Spivak, Gayatri Chakravorty. Pode o subalterno falar? Trad. Sandra Regina Goulart Almeida, Marcos Pereira Feitosa, André Pereira Feitosa. Belo Horizonte, Ed. UFMG, 2010.

Thacker, Eugen e Galloway, Alexander. The Exploit. A Theory of Networks. University of Minnesota Press: 2007.

Virno, Paolo. A Grammar of the Multitude. Nova York/Los Angeles: Semiotex(e), 2004.

Documentários

Feitosa, Charles; Nascimento, Vinicius; Rezende, Renato. Fomos filosofia e poesia, seremos crime. senha: 23.

Cavalieri, Cecília. A insurreição e o desprezo pelo vazio: por uma poética da ocupação que vem. senha: ocupatudo.

Cyriaco, Rômulo. Ninguém é Black bloc.

Vinegar Syndrome. É tudo mentira. senha: alternativamidia

Teoria Literária I – 2017.1

CRONOGRAMA DO CURSO

1ª semana – 7,9 de março  – Apresentação do projeto do curso. “O que pode a Literatura?”, Tzvetan Todorov.

2ª semana – 14, 16 de março – Resposta à pergunta “O que pode a literatura?“. “Cela forte”, Luiz Alberto Mendes.

3ª semana –  21, 23 de março- Resposta à pergunta “O que pode a literatura?  (2) “Palavras dadas”, Davi Kopenawa.

4ª semana –28, 30 de março  – Mimesis e representação. Trecho do Livro VII (“O mito da caverna”), do Livro X (“A expulsão do poeta”) da República de Platão.

5ª semana – 4, 6 de abril – Signo: semiologia, semiótica. “Natureza do signo linguístico” (capítulo de Curso de Linguística Geral) de Saussure; “Ícone, índice e símbolo” de Peirce (capítulo de Semiótica).

Dias 11, 13, 18 de abril – não haverá aula. Dia 20, quinta-feira da Páscoa.

6ª semana – 25, 27 de abril – Signo: semiologia, semiótica. “Natureza do signo linguístico” (capítulo de Curso de Linguística Geral) de Saussure; “Ícone, índice e símbolo” de Peirce (capítulo de Semiótica).

7ª semana – 2, 4 de maio – Alegoria e ícone (prosa e poesia). Franz Kafka, “Diante da lei“; A parábola do semeador (Mateus, 13); Franz Kafka, “Tribulações de um pai de família” (com comentário de Roberto Schwarz);  Manuel Bandeira, “A onda“; Poema tirado de uma notícia de jornal e Beba coca cola de Décio Pignatari; Angélica Freitas, Poemas tirados de Um útero é do tamanho de um punho .

8ª semana – 9, 11 de maio  – (Entrega do primeiro trabalho escrito, dia 11 de maio.) Alegoria e ícone (prosa e poesia) (continuação): Franz Kafka, “Diante da lei“;  A parábola do semeador (Mateus, 13); Franz Kafka, “Tribulações de um pai de família” (com comentário de Roberto Schwarz); Manuel Bandeira, “A onda“,“Poema tirado de uma notícia de jornal”; Décio Pignatari, “Beba coca cola“; Angélica Freitas, Poemas tirados de Um útero é do tamanho de um punho.

9ª semana– 16, 18 de maio – O conceito de ficção. Literatura e Personagem”, Anatol Rosenfeld.

10ª semana –  16, 18 de maio- Leituras: Solar dos príncipes”, Marcelino Freire; João Guimarães Rosa, “Sorôco, sua mãe, sua filha“;  “Aquário”, Luiz Ruffato.

11ª semana – 30 de maio; 1o. de junho – Leituras: “Solar dos príncipes”, Marcelino Freire; “As babas do diabo”, Julio Cortazar; “Aquário”, Luiz Ruffato.

12ª semana – 6, 8 de junho – Leituras: “Solar dos príncipes”, Marcelino Freire; “As babas do diabo”, Julio Cortazar; “Aquário”, Luiz Ruffato.

13ª semana – 13 de junho. Dia 15 de junho: Corpus Christi – “O mito, hoje”, Roland Barthes.

14ª semana – 20, 22 de junho – “O mito, hoje”, Roland Barthes.

15ª semana – 27, 29 de junho – Perfomativo e poder. Performativos e constativos”, J.L. Austin (capítulo de Quando dizer é fazer). O Oriente como outro. Edward Said, “Orientalismo. Introdução”.

16a. semana – 4, 6 de julho – Roteiro da prova (data de entrega: 8 de julho): Prova 2 teolit I 20171Lispector – A menor mulher do mundo.

Bibliografia Principal

Austin, J.L. “Constativo e Performativo”. Quando dizer é fazer. Palavras e ação. Trad. Danilo Marcondes de Souza Filho. Porto Alegre”Artes médicas, 1990.

Barthes, Roland. “O mito, hoje”. Mitologias. Trad. Rita Buongermino.Rio de Janeiro; Bertrand Brasil, 2001, 11a. edição.

Cortazar, Julio. “As babas do diabo”. As armas secretas. Trad. Eric Nepomuceno. Rio de Janeiro: José Olympio editora, 1994.

Freire, Marcelino. “Solar dos príncipes”. Contos negreiros. Rio de Janeiro/ S. Paulo: Editora Record, 2005.

Kafka, Franz. “Diante da lei”. Essencial Franz Kafka. Trad. Modesto Carone. Penguin Companhia das Letras, 2001.

Kopenawa, Davi e Albert, Bruce. “Os ancestrais animais”. A queda do céu. Trad. Beatriz Perrone-Moisés. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

Lispector, Clarice. “A menor mulher do mundo”. Laços de família. Contos. Rio de Janeiro: Rocco, 2009.

Mendes, Luiz Alberto. “Cela forte”. Ferréz (org.) Literatura marginal. Talentos da escrita periférica. Rio de Janeiro: Agir, 2005.

Peirce, Charles S.. “Índice, ícone e símbolo”. Semiótica. Tradução”José Teixeira Coelho Neto. São Paulo: Perspectiva, 2005.

Platão. A República. Trad. Maria Helena da Rocha Pereira. 9a. Edição Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, s/d.

Rosa, João Guimarães. “Sorôco, sua mãe, sua filha”.Primeiras estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985, 13a edição.

Rosenfeld, Anatol. “Literatura e personagem”. A personagem de ficção. São Paulo: Editora Perspectiva, 1998, 9a, ficção.

Ruffato, Luiz. “Aquário”. (Os sobreviventes). São Paulo: Boitempo editorial, 2000.

Said, Edward. O orientalismo. O Oriente como invenção do Ocidente. Trad.Tomás Rosa Bueno. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.

Saussure, Ferdinand. “Natureza do signo linguístico”. Curso de Linguística Geral. Trad. Antônio Chelini, José Paulo Paes, Izidoro Blikstein. 27a edição. São Paulo: Cultrix, 2006.

Todorov, Tzvetan. “O que pode a literatura?”. A literatura em perigo. Tradução Caio Meira. Rio de Janeiro: DIFEL, 2009.

Bibliografia estendida

Aristóteles. Poética. Trad. Ana Maria Valente. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, s/r, 3a edição.

Benveniste, Emile. “Da subjetividade na linguagem”. Problemas de linguística geral I. Trad. Maria da Glória Novak e Maria Luisa Neri. Campinas, Pontes, 2005.

Borges, Jorge Luis. Ficções. Trad. Carlos Nejar. Porto Alegre: Ed. Globo/Digital Source, 1994.

Campos, Augusto. Poesia (1949-1979). São Paulo: Duas cidades, 1979.

Candido, Antonio. Literatura e sociedade. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul/Digital source, 2006, 9ª edição.

Deleuze, Gilles. “Platão e o simulacro”. Lógica do sentido. Trad. Luiz Roberto Salinas Fortes. São Paulo: Perspectiva, Ed. Da Universidade de São Paulo, 1974.

Ducrot, Oswald e Todorov, Tzvetan. “Enunciação”. Dicionário enciclopédico de ciências da linguagem. Trad. Jacó Guinzburg et allii. São Paulo: Perspectiva.

Ducrot, Oswald e Todorov, Tzvetan. “Linguagem e ação”. Dicionário enciclopédico de ciências da linguagem. Trad. Jacó Guinzburg et allii. São Paulo: Perspectiva.

Ducrot, Oswald e Todorov, Tzvetan. “Referência”. Dicionário enciclopédico de ciências da linguagem. Trad. Jacó Guinzburg et allii. São Paulo: Perspectiva.

Fiorin, José Luiz. Retórica. Para ver com palavras. http://revistalingua.com.br/textos/97/artigo301015-1.asp

Foucault, Michel. A ordem do discurso. Trad. Laura Sampaio. São Paulo: Edições Loyola, 1999, 5a. edição.

Freud, Sigmund. “O método de interpretação dos sonhos”. A interpretação dos sonhos. Primeira Parte. Edicão Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, s/d.

Freud. Sigmund. “O inconsciente”. Obras Completas volume 12. Introdução ao narcicismo, ensaios de metapsicologia e outros textos (1914-1016). Trad. Paulo César de Souza. Sãou Paulo: Companhia das Letras, 2010.

Freire, Marcelino. Contos Negreiros. Rio de Janeiro/ S. Paulo: Editora Record, 2005.

Freitas, Angélica. Um útero é do tamanho de um punho. São Paulo: CosacNaify, 2013.

Genette, Gérard. “Fronteiras da narrativa”. Análise estrutural da narrativa. Trad. Maria Zélia Barbosa Pinto. Petrópolis: Vozes, 1971.

Jakobson, Roman. “Linguística e Poética”. Linguística e comunicação. Trad. Izidoro Blikstein e José Paulo Paes. São Paulo: Cultrix/ Digital source, s/d.

Kafka, Franz. Essencial Franz Kafka. Trad. Modesto Carone. Penguin Companhia das Letras, 2001.

Lacan, Jacques. “A instância da Letra no inconsciente ou a razão desde Freud”. Escritos. Trad. Vera Ribeito. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998.

Filmografia

Sant, Gus Van. Elefante (2003).

Wachowski, Lane; Wachowski, Lilly. Matrix (1999).