Seminário de Pós-Graduação: Poética das ocupações, poéticas da intervenção – entre arte e ativismo (2017.1).

Professores: João Camillo Penna (UFRJ) e Ricardo Basbaum (UFF)

Horário: 14:00 h às 18:00 h.

Local: Casa França-Brasil. Rua Visconde de Itaboraí, 78. Centro.

Início das aulas: dia 22 de março.

Ementa: Manifestar, instalar, montar, ocupar; movimento, acontecimento, rebelião, insurreição. Uma reflexão que procurasse articular as questões da arte e literatura às da política, situando-se na junção arte/ativismo, deveria começar por uma discussão sobre os nomes da espacialização das práticas. Não há coincidência nenhuma no fato de uma crise mundial da democracia representativa, e do modelo partidário-eleitoral-parlamentar, mobilizando um diagnóstico mais ou menos consensual sobre a crise da política como um todo, ter produzido como seu corolário necessário e involuntário a invenção de novas formas de política, que poderíamos chamar de política direta ou imediata, que começaram a pulular pelo mundo com o início do século XXI. São exemplos dessas manifestações: o movimento Zapatista em Chiapas (México, ainda na última década do século XX), o movimento antiglobalização (de Altermondialização), a “primavera árabe”, o 15-M espanhol, o Occupy nos Estados Unidos, o Diren Gezi na Turquia, as manifestações de junho de 2013 no Brasil. Atualmente a política direta está sendo inventada no Brasil na escolas públicas, com o movimento das ocupações dos Secundaristas, contradizendo uma percepção lúgubre generalizada sobre o retrocesso da democracia brasileira na sequência do golpe jurídico-parlamentar-midiático ocorrido. O que tem a arte/poesia a dizer sobre isso? Uma primeira hipótese que gostaríamos de encaminhar é que há uma arte/poesia interventiva direta, que se situa no campo das práticas, avessa à representação, e que vem sendo praticada há algum tempo, oferecendo a contrapartida exata para a crise da representação política, em sintonia com os acontecimentos da política atual das redes sociais. Ela se articula com uma crítica institucional dos lugares hegemônicos da arte, mobiliza programas de ações coletivas em consonância com as ocupações, novo modelo da política do agora. Pensar uma “Poética das ocupações” no contexto das “Poéticas da intervenção” não significa estetizar as ocupações esvaziando o seu cunho eminentemente político, mas realizar um caminho de mão dupla: em que medida as ocupações mobilizam uma poética ou uma prática artística de intervenção; em que medida há uma política ocupacional envolvida em uma certa arte atual. Por outro lado, considerar as poéticas de intervenção também implica em reconhecer as diferenças entre ativismo e arte, no sentido da construção de si como artista ou ativista e no reconhecimento dos processos (conceituais, plástico-materiais, sensoriais) de intervenção que estão em jogo a cada momento. Há que se reconhecer a especificidade das práticas artísticas, em suas mediações de um circuito de arte, como processos de produção de subjetividade – ao mesmo tempo em que se diluem as diferenças entre a produção da obra de arte e a construção, organização ou gestão do evento/intervenção: há sempre em jogo um agregado de interesses, em que se enfrentam também aqueles das forças corporativas e macroeconômicas. Se ocupar um lugar como ativista ou artista no tecido social implica em experimentar e administrar um “intervalo” entre a “construção de si” e a “construção de si como ativista/artista”, como se dá a construção deste sujeito coletivo “de intervenção”? O que é que faço, o que quero fazer, onde me situo nesse contexto? Como se configura essa situação com a qual me defronto? Como ali intervir de modo a fazer com que a ação funcione e assim configurar uma prática e atuação? Percebo-me articulado em uma comunidade a partir da qual as práticas que desenvolvo produzem uma articulação mais intensa, de compartilhamento? Qual o perfil desta articulação comunitária: traços de uma amizade produtiva, questões geracionais, tópicos de uma plataforma comum de ação? Curso oferecido em conjunto pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Literatura (FL/UFRJ), pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos das Artes (PPGCA/UFF) e pelo Programa de Pós Graduação em Artes Visuais (PPGARTES/UERJ).

Cronograma (esboço) –

aula 0. 22 de março. programa: Percorrer a geografia do diagrama para dali extrair eixos temático-conceituais; a produção de fala a partir do diagrama; o diagrama como superfície sensorial-conceitual ou pós-conceitual. Diagrama, teoria e prática: forma/modo de ação, superfície de retroalimentação que se cartografa continuamente. Como acoplar-se ao diagrama e torná-lo produtivo? Como produzir diagramas próprios? O diagrama poético-político – ferramenta de gestos excessivos ou elemento pragmático para ações pontuais, eficientes?

cleo 1. aulas 1-2: 29 de março; 5 de abrilprograma: artista / militante. duas figuras, dupla figura. em busca de um nova definição da militância. conjunto intercessão: artista/militante; o militante/artista.táticas de intervenção como ação estético-política. vanguarda e novos modos de fazer/agir. acontecimento. an-artista; anti-artista; não-artista: politizações do campo da arte. poesia direta; diagrama.

Bibliografia recomendada:

  • Basbaum, Ricardo e Penna, João Camillo.Diagrama (manifestações) versão no. 2, 2016. Grey Room 65, Fall 2016.
  • Kaprow, Allan. “The Education of the Un-artist. Part I”. In: Essays on the blurring of art and life. Berkeley: University of California Press, 1993.
  • Coletivo 28 de maio (i.e. Jorge Vasconcellos e Mariana Pimentel). “O que é uma ação estético-política? (um contramanifesto). Publicado originalmente em Revista Vazantes, no. 1. Dossiê: Matéria, Materialização, (Novos) Materialismos). Programa de Pós-Graduação em Artes. Universidade Federal do Ceará (UFC).
  • Jourdan, Camila. “Não é o voto que vai provocar uma catástrofe maior…”. Entrevista com Léo Mendes. Geledés. Instituto da mulher negra.
  • Nunes, Rodrigo. “Notes towards a rethinking of the militant”. In: Communism in the 21st Century, editado Shannon Brincat, vol. 3, 163-188. Santa Barbara: Praeger, 2014.
  • Roque, Tatiana. “Sobre a noção de diagrama: matemática, semiótica e as lutas minoritárias”. Publicado originalmente em Revista Trágica: estudos de filosofia e imanência. 1o. quadrimestre de 2015, vol 8 – no. 1, pp. 84-104.

nota: Não haverá aula nos dias 12 e 19 de abril.

 cleo 2. aulas 3-4: 26 de abril; 3 de maio. programa: arte, política, neoliberalismo. Diagnóstico do presente, o antropoceno e suas vertentes, o desgoverno dos governos, capitalismo semiótico, inventário de possíveis saídas: afeto, trabalho imaterial, general intellect.

Bibliografia recomendada:

  • Haraway, Donna. “Anthropocene, Capitalocene, Plantionocene, Chthulucene: Making Kin”. Originalmente publicado em: Environmental Humanities, vol. 6, 2015, pp. 159-165.
  • Berardi, Franco “Bifo”.The Uprising. On Poetry and Finance. Los Angeles: semiotext(e), 2012.
  • Clough, Patricia T. “The Affective Turn. Political Economy, Biomedia and Bodies”. In: Theory, Culture & Society. January 2008 25: 1-22.
  • Wolodzko, Agnieszka Anna. “Materiality of Affect: How Art Reveal the more Subtle Realities of an Encounter”. In: Braidotti, Rosi e Dolphijn, Rick.This Deleuzian Century. Art, Activism, Life. Boston (EUA)/ Leiden (Holanda): Brill Rodopi, 2014.
  • Osborne, Peter. “The Postconceptual Condition, or The Cultural Logic of High Capitalism Today”, inRadical Philosophy 184, março/abril 2014.
  • Virno, Paolo.“Labor, Action, Intellect”In: A Grammar of the Multitude. Nova York/Los Angeles: Semiotex(e), 2004.
  • Lazzarato, Maurizio; Negri, Antonio. Trabalho imaterial. Formas de vida e produção de subjetividade. Trad. Mônica Jesus. Rio de Janeiro: DP&A, 2001.
  • Comitê invisível.“Eles querem nos obrigar a governar, mas não vamos cair nessa provocação”. In: Aos nossos amigos. Crise e Insurreição. Tradução: Edições Antipáticas. São Paulo: n-1 edições, 2016.

cleo 3. aulas 5-6: 10 de maio; 17 de maio. programa: ocupação, crítica institucional, arquitetura, urbanismo, espaço-lugar. O que significa ocupar? Espaços institucionais, escola, museu, cidade. O espaço precondiciona a ocupação. Interferência no conceito de público. Arte e saber, destruição do saber da arte.

Bibliografia recomendada:

  • Bentes, Ivana.“Mídia-multidão. A câmera de cobate. Comover, viralizar, politizar”. In: Mídia-Multidão. Estéticas da comunicação e biopolíticas. Rio de Janeiro: Mauad X, 2015.
  • Brito, Ronaldo. “O moderno e o contemporâneo (o novo e o outro novo)”, inArte Brasileira Contemporânea – Caderno de Textos 1. Funarte, Rio de Janeiro, 1980.
  • Pelbart, Peter Pál.Carta aberta aos secundaristas. São Paulo: n-1, 2016.
  • Baudrillard, Jean. “O efeito Beaubourg, implosão e dissuasão.” In: Simulacros e simulação. Trad. Maria João da Costa Pereira. Lisboa: Relógio d’água, 1991.
  • O’Doherty, Brian. No interior do cubo branco. A ideologia do espaço na arte. Trad. Carlos S. Mendes Rosa. São Paulo: Martins Fontes, 2002.
  • Crimp, Douglas. Sobre as ruínas do museu. Trad. Fernando Santos. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

cleo 4. aulas 7-8. 24 de maio; 31 de maio. programa: rizoma, rede, circuito de arte, linha orgânica, intercessores. Ocupar o tempo, espaço topológico: rizoma, a construção kafkiana, rede, corpo.

Bibliografia recomendada:

  • Adams, Jason M.Occupy Time: Technoculture, Immediacy, and Resistance after Occupy Wall Street Nova York: Palgrave Macmillan, 2014.
  • Galloway, Alexander R., Thacker, Eugen e Wark, McKenzie.Excommunication – Three inquiries in media and mediation. Chicago, University of Chicago Press, 2014.
  • Kafka, Franz.Um artista da fome e A construção. Trad. Modesto Carone. São Paulo: Companhia das Letras, s/d/
  • Deleuze, Gilles e Guattari, Félix. Para uma literatura menor. Trad. Rafael Godinho. Lisboa: Assírio Alvim, 2003.
  • Musso, Pierre. “A filosofia da rede”. In: Parente, André  (Org.),Tramas da rede, Porto alegre, Sulina, 2004.
  • Nunes, Rodrigo.The Organisation of the Organisationless. Collective Action After Networks. Leuphana University: Post-Media Lab/Mute Books, 2014.
  • Rolnik, Suely. “Pensar a partir o saber-do-corpo. Uma micropolítica para resistir ao inconsciente colonial”.

exercícios. aulas 9-10. 7 de junho; 14 de junho. programa: como trazer as questões discutidas no curso – ou seja, descobri-las em proximidade, ainda problematizando-as – através de um conjunto de práticas e processos? elaborar proposta de exercício nessa direção.

final. aulas 11-12. 21 de junho; 28 de junho. programa: resistência, linhas de fuga, espaço de liberdade.

Bibliografia básica do curso e links:

Adams, Jason M. Occupy Time: Technoculture, Immediacy, and Resistance after Occupy Wall Street Nova York: Palgrave Macmillan, 2014.

Alberro, Alexandre e Stimson, Blake (eds.). Institutional Critique. An Anthology of Artists’ writings. Cambridge/Londres: MIT Press, 2009.

Basbaum, Ricardo. “Diferença entre nós e eles”. (“Differences between us and them”, publicado originalmente em Static Pamphlet, outubro de 2003). https://rbtxt.files.wordpress.com/2016/11/diferenccca7as-entre-nocc81s-e-eles_f_2.pdf 

Basbaum, Ricardo e Penna, João Camillo. Diagrama (manifestações) versão no. 2, 2016.. Post-Election Artists Dossier. Grey Room 65, Fall 2016.

Baudrillard, Jean. “O efeito Beaubourg, implosão e dissuasão.” In: Simulacros e simulação. Trad. Maria João da Costa Pereira. Lisboa: Relógio d’água, 1991.

Bentes, Ivana. “A última maça do paraíso”. Revista Cult. Outubro de 2016. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/a-ultima-maca-do-paraiso/

Bentes, Ivana. Mídia-Multidão. Estéticas da comunicação e biopolíticas. Rio de Janeiro: Mauad X, 2015.

Bentes, Ivana. “Ocupa Tudo! Extinção, ressurreição e insurreição da Cultura”. In: Rovai, Renato (org.) Golpe 16. Forum, 2016. Disponível em: http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/blog-na-rede/2016/10/ocupa-tudo-extincao-ressurreicao-e-insurreicao-da-cultura-9780.html

Berardi, Franco “Bifo”. The Uprising. On Poetry and Finance.. Los Angeles: semiotext(e), 2012.

Braidotti, Rosi. Nomadic Subjects. Embodiment and Sexual Difference in Contemporary Feminist Theory Thoery. Nova York: Columbia University Press, 1994.

Braidotti, Rosi. Transpositions. On Nomadic Ethics. Cambridge (Inglaterra)/ Malden (EUA): Polity Press, 2006.

Braidotti, Rosi e Dolphijn, Rick. This Deleuzian Century. Art, Activism, Life. Boston (EUA)/ Leiden (Holanda): Brill Rodopi, 2014.

Brito, Ronaldo. “O moderno e o contemporâneo (o novo e o outro novo)“, in Arte Brasileira Contemporânea – Caderno de Textos 1. Funarte, Rio de Janeiro, 1980.

Calixto, Fabiano & Tostes, Pedro. Vinagre. Uma antologia de poetas neobarracos. 2 ed. São Paulo: Edições V de Vândalo. (e-book).

Clough, Patricia T. “The Affective Turn. Political Economy, Biomedia and Bodies“. In: Theory, Culture & Society. January 2008 25: 1-22.

Coletivo 28 de maio (i.e. Jorge Vasconcellos e Mariana Pimentel). “O que é uma ação estético-política? (um contramanifesto).” Publicado originalmente em Revista Vazantes, no. 1. Dossiê: Matéria, Materialização, (Novos) Materialismos). Programa de Pós-Graduação em Artes. Universidade Federal do Ceará (UFC.

Comitê invisível. Aos nossos amigos. Crise e Insurreição. Tradução: Edições Antipáticas. São Paulo: n-1 edições, 2016.

Comitê Invisível. L’Insurrection qui vient. Paris: La Fabrique éditions, 2007.

Crimp, Douglas. Sobre as ruínas do museu. Trad. Fernando Santos. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

Deleuze, Gilles e Guattari, Félix. Kafka. Para uma literatura menor. Trad. Rafael Godinho. Lisboa: Assírio Alvim, 2003.

Flusser, Vilém. “Política e língua”, in Ficções filosóficas. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo,

Foucault, Michel. O governo de si e dos outros. São Paulo, Martins Fontes, 2010.

Galloway, Alexander R., Thacker, Eugen e Wark, McKenzie. Excommunication – Three inquiries in media and mediation. Chicago, University of Chicago Press, 2014.

Guéron, Rodrigo e Vasconcellos, Jorge. “Depois de junho, o que nos resta a fazer? Ações estético-políticas! (notícias de um Brasil insurgente: as manifestações de junho-2013 e a reação microfacista a elas)”. Publicado originalmente em Alegrar, no. 15, junho de 2015.

Haraway, Donna. “Anthropocene, Capitalocene, Plantionocene, Chthulucene: Making Kin”. Originalmente publicado em: Environmental Humanities, vol. 6, 2015, pp. 159-165. Disponível em: http://environmentalhumanities.org/arch/vol6/6.7.pdf

Harvey, David; Maricato, Ermínia; Žižek, Slavoj; Davis, Mike et. al. Cidades Rebeldes: Passe livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil. São Paulo: Boitempo Editorial, 2013.

Holmes, Brian. Escaping the overcode: activist art in the control society. Eindhoven, Van Abbemuseum, 2009. http://brianholmes.wordpress.com/2009/01/19/book-materials/

Jota Mombaça. Pode um cu mestiço falar? Disponível em: https://medium.com/@jotamombaca/pode-um-cu-mestico-falar-e915ed9c61ee#.no5qwutag

Jourdan, Camila. “Não é o voto que vai provocar uma catástrofe maior…”. Entrevista com Léo Mendes. Geledés. Instituto da mulher negra. Disponível em: http://www.geledes.org.br/nao-e-o-voto-que-vai-evitar-uma-catastrofe-maior-catastrofe-ja-esta-posta-professora-camila-jourdan-fala-ao-dcm-por-leo-mendes/#gs.xahoCNE

Kafka, Franz. Um artista da fome e A construção. Trad. Modesto Carone. São Paulo: Companhia das Letras, s/d/

Kaprow, Allan. “The Education of the Un-artist. Part I, II, III.” In: Essays on the blurring of art and life. Berkeley: University of California Press, 1993.

Kiffer, Ana e Guéron, Rodrigo. “Carta ao mundo sobre o golpe”.

Lazzarato, Maurizio; Negri, Antonio. Trabalho imaterial. formas de vida e produção de subjetividade. Trad. Mônica Jesus. Rio de Janeiro: DP&A, 2001.

Musso, Pierre. “A filosofia da rede“. In: Parente, André  (Org.),Tramas da rede, Porto alegre, Sulina, 2004.

Nunes, Rodrigo. “Geração-acontecimento. Pensar a mudança a partir do Brasil”, in Nueva Sociedad, dezembro 2014, www.nuso.org.

Nunes, Rodrigo. “Notes towards a rethinking of the militant”. In: Communism in the 21st Century, editado Shannon Brincat, vol. 3, 163-188. Santa Barbara: Praeger, 2014.

Nunes, Rodrigo. The Organisation of the Organisationless. Collective Action After Networks. Leuphana University: Post-Media Lab/Mute Books, 2014.

O’Doherty, Brian. No interior do cubo branco. A ideologia do espaço da arte. A ideologia do espaço na arte. Trad. Carlos S. Mendes Rosa. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

Osborne, Peter. “The Postconceptual Condition, or The Cultural Logic of High Capitalism Today“, in Radical Philosophy 184, março/abril 2014.

Pelbart, Peter Pál. Carta aberta aos secundaristas. São Paulo: n-1, 2016. Disponível em: http://cgceducacao.com.br/carta-aberta-aos-secundaristas/.

Penna, João Camillo. “O dispositivo Questions théoriques“. [No prelo. Referência da versão publicada: In: Glenadel, Paula; Gorrillot, Bénédicte; Lemos, Masé; Moraes, Marcelo Jacques de (orgs.). Poesia e interfaces: operações, composições, plasticidades. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2017.]

Rolnik, Suely. “Pensar a partir o saber-do-corpo. Uma micropolítica para resistir ao inconsciente colonial”. https://laboratoriodesensibilidades.wordpress.com/2016/07/25/pensar-a-partir-do-saber-do-corpo-uma-micropolitica-para-resistir-ao-inconsciente-colonial-proposicao-de-suely-rolnik/

Roque, Tatiana. “Le diagramme libéré de l’algébrique: point, mobile, trait, pointillé”. Deleuze et les multiplicités. Paris: Hermann, 2017.

Roque, Tatiana. “Sobre a noção de diagrama: matemática, semiótica e as lutas minoritárias ”. Publicado originalmente em Revista Trágica: estudos de filosofia e imanência. 1o. quadrimestre de 2015, vol 8 – no. 1, pp. 84-104.

Roque, Tatiana e Lazzarato, Maurizio. “Ruptures subjectives et investissements politiques: juin 2013 au Brésil et questions de continuité ». No prelo : Rue Descartes. College International de Philosophie. Texto não revisado.

Safatle, Vladimir. Quando as ruas queimam: manifesto pela emergência. Sao Paulo: n-1 edições, 2016.

Shaviro, Steven. “Deleuze’s Encounter with Whitehead”. http://www.shaviro.com/Othertexts/DeleuzeWhitehead.pdf (Publicado com o título de: “Actual Entities and Eternal Objects”. Without Criteria. Kant, Whitehead, Deleuze, and Aesthetics. Cambridge, Londres: The MIT Press, 2009.)

Singer, André. “Brasil, junho de 2013. Classe e ideologias cruzadas”. Novos Estudos 97, novembro de 2013.

Spivak, Gayatri Chakravorty. Pode o subalterno falar? Trad. Sandra Regina Goulart Almeida, Marcos Pereira Feitosa, André Pereira Feitosa. Belo Horizonte, Ed. UFMG, 2010.

Thacker, Eugen e Galloway, Alexander. The Exploit. A Theory of Networks. University of Minnesota Press: 2007.

Virno, Paolo. A Grammar of the Multitude. Nova York/Los Angeles: Semiotex(e), 2004.

Documentários

Feitosa, Charles; Nascimento, Vinicius; Rezende, Renato. Fomos filosofia e poesia, seremos crime. senha: 23.

Cavalieri, Cecília. A insurreição e o desprezo pelo vazio: por uma poética da ocupação que vem. senha: ocupatudo.

Cyriaco, Rômulo. Ninguém é Black bloc.

Vinegar Syndrome. É tudo mentira. senha: alternativamidia

Teoria Literária I – 2017.1

CRONOGRAMA DO CURSO

1ª semana – 7,9 de março  – Apresentação do projeto do curso. “O que pode a Literatura?”, Tzvetan Todorov.

2ª semana – 14, 16 de março – Resposta à pergunta “O que pode a literatura?“. “Cela forte”, Luiz Alberto Mendes.

3ª semana –  21, 23 de março- Resposta à pergunta “O que pode a literatura?  (2) “Palavras dadas”, Davi Kopenawa.

4ª semana –28, 30 de março  – Mimesis e representação. Trecho do Livro VII (“O mito da caverna”), do Livro X (“A expulsão do poeta”) da República de Platão.

5ª semana – 4, 6 de abril – Signo: semiologia, semiótica. “Natureza do signo linguístico” (capítulo de Curso de Linguística Geral) de Saussure; “Ícone, índice e símbolo” de Peirce (capítulo de Semiótica).

Dias 11, 13, 18 de abril – não haverá aula. Dia 20, quinta-feira da Páscoa.

6ª semana – 25, 27 de abril – Signo: semiologia, semiótica. “Natureza do signo linguístico” (capítulo de Curso de Linguística Geral) de Saussure; “Ícone, índice e símbolo” de Peirce (capítulo de Semiótica).

7ª semana – 2, 4 de maio – Alegoria e ícone (prosa e poesia). Franz Kafka, “Diante da lei“; A parábola do semeador (Mateus, 13); Franz Kafka, “Tribulações de um pai de família” (com comentário de Roberto Schwarz);  Manuel Bandeira, “A onda“; Poema tirado de uma notícia de jornal e Beba coca cola de Décio Pignatari; Angélica Freitas, Poemas tirados de Um útero é do tamanho de um punho .

8ª semana – 9, 11 de maio  – (Entrega do primeiro trabalho escrito, dia 11 de maio.) Alegoria e ícone (prosa e poesia) (continuação): Franz Kafka, “Diante da lei“;  A parábola do semeador (Mateus, 13); Franz Kafka, “Tribulações de um pai de família” (com comentário de Roberto Schwarz); Manuel Bandeira, “A onda“,“Poema tirado de uma notícia de jornal”; Décio Pignatari, “Beba coca cola“; Angélica Freitas, Poemas tirados de Um útero é do tamanho de um punho.

9ª semana– 16, 18 de maio – O conceito de ficção. Literatura e Personagem”, Anatol Rosenfeld.

10ª semana –  16, 18 de maio- Leituras: Solar dos príncipes”, Marcelino Freire; “As babas do diabo”, Julio Cortazar;  “Aquário”, Luiz Ruffato.

11ª semana – 30 de maio; 1o. de junho – Leituras: “Solar dos príncipes”, Marcelino Freire; “As babas do diabo”, Julio Cortazar; “Aquário”, Luiz Ruffato.

12ª semana – 6, 8 de junho – Leituras: “Solar dos príncipes”, Marcelino Freire; “As babas do diabo”, Julio Cortazar; “Aquário”, Luiz Ruffato.

13ª semana – 13 de junho. Dia 15 de junho: Corpus Christi – “O mito, hoje”, Roland Barthes.

14ª semana – 20, 22 de junho – “O mito, hoje”, Roland Barthes.

15ª semana – 27, 29 de junho – Perfomativo e poder. “Constativo e Performativo”, J.L. Austin (capítulo de Quando dizer é fazer). O Oriente como outro. Edward Said, “Orientalismo. Introdução”.

16a. semana – 4, 6 de julho – Revisão, 13 de dezembro. Prova final, 15 de dezembro.

Bibliografia Principal

Austin, J.L. “Constativo e Performativo”. Quando dizer é fazer. Palavras e ação. Trad. Danilo Marcondes de Souza Filho. Porto Alegre”Artes médicas, 1990.

Barthes, Roland. “O mito, hoje”. Mitologias. Trad. Rita Buongermino.Rio de Janeiro; Bertrand Brasil, 2001, 11a. edição.

Cortazar, Julio. “As babas do diabo”. As armas secretas. Trad. Eric Nepomuceno. Rio de Janeiro: José Olympio editora, 1994.

Freire, Marcelino. “Solar dos príncipes”. Contos negreiros. Rio de Janeiro/ S. Paulo: Editora Record, 2005.

Kafka, Franz. “Diante da lei”. Essencial Franz Kafka. Trad. Modesto Carone. Penguin Companhia das Letras, 2001.

Kopenawa, Davi e Albert, Bruce. “Os ancestrais animais”. A queda do céu. Trad. Beatriz Perrone-Moisés. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

Lispector, Clarice. “A menor mulher do mund”. Laços de família. Contos. Rio de Janeiro: Rocco, 2009.

Mendes, Luiz Alberto. “Cela forte”. Ferréz (org.) Literatura marginal. Talentos da escrita periférica. Rio de Janeiro: Agir, 2005.

Peirce, Charles S.. “Índice, ícone e símbolo”. Semiótica. Tradução”José Teixeira Coelho Neto. São Paulo: Perspectiva, 2005.

Platão. A República. Trad. Maria Helena da Rocha Pereira. 9a. Edição Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, s/d.

Roselfeld, Anatol. “Literatura e personagem”. A personagem de ficção. São Paulo: Editora Perspectiva, 1998, 9a, ficção.

Ruffato, Luiz. “Aquário”. (Os sobreviventes). São Paulo: Boitempo editorial, 2000.

Said, Edward. O orientalismo. O Oriente como invenção do Ocidente. Trad.Tomás Rosa Bueno. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.

Saussure, Ferdinand. “Natureza do signo linguístico”. Curso de Linguística Geral. Trad. Antônio Chelini, José Paulo Paes, Izidoro Blikstein. 27a edição. São Paulo: Cultrix, 2006.

Todorov, Tzvetan. “O que pode a literatura?”. A literatura em perigo. Tradução Caio Meira. Rio de Janeiro: DIFEL, 2009.

Bibliografia estendida

Aristóteles. Poética. Trad. Ana Maria Valente. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, s/r, 3a edição.

Benveniste, Emile. “Da subjetividade na linguagem”. Problemas de linguística geral I. Trad. Maria da Glória Novak e Maria Luisa Neri. Campinas, Pontes, 2005.

Borges, Jorge Luis. Ficções. Trad. Carlos Nejar. Porto Alegre: Ed. Globo/Digital Source, 1994.

Campos, Augusto. Poesia (1949-1979). São Paulo: Duas cidades, 1979.

Candido, Antonio. Literatura e sociedade. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul/Digital source, 2006, 9ª edição.

Deleuze, Gilles. “Platão e o simulacro”. Lógica do sentido. Trad. Luiz Roberto Salinas Fortes. São Paulo: Perspectiva, Ed. Da Universidade de São Paulo, 1974.

Ducrot, Oswald e Todorov, Tzvetan. “Enunciação”. Dicionário enciclopédico de ciências da linguagem. Trad. Jacó Guinzburg et allii. São Paulo: Perspectiva.

Ducrot, Oswald e Todorov, Tzvetan. “Linguagem e ação”. Dicionário enciclopédico de ciências da linguagem. Trad. Jacó Guinzburg et allii. São Paulo: Perspectiva.

Ducrot, Oswald e Todorov, Tzvetan. “Referência”. Dicionário enciclopédico de ciências da linguagem. Trad. Jacó Guinzburg et allii. São Paulo: Perspectiva.

Fiorin, José Luiz. Retórica. Para ver com palavras. http://revistalingua.com.br/textos/97/artigo301015-1.asp

Freud, Sigmund. “O método de interpretação dos sonhos”. A interpretação dos sonhos. Primeira Parte. Edicão Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, s/d.

Freud. Sigmund. “O inconsciente”. Obras Completas volume 12. Introdução ao narcicismo, ensaios de metapsicologia e outros textos (1914-1016). Trad. Paulo César de Souza. Sãou Paulo: Companhia das Letras, 2010.

Freire, Marcelino. Contos Negreiros. Rio de Janeiro/ S. Paulo: Editora Record, 2005.

Freitas, Angélica. Um útero é do tamanho de um punho. São Paulo: CosacNaify, 2013.

Genette, Gérard. “Fronteiras da narrativa”. Análise estrutural da narrativa. Trad. Maria Zélia Barbosa Pinto. Petrópolis: Vozes, 1971.

Guimarães Rosa, João. Primeiras estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985, 13a edição.

Jakobson, Roman. “Linguística e Poética”. Linguística e comunicação. Trad. Izidoro Blikstein e José Paulo Paes. São Paulo: Cultrix/ Digital source, s/d.

Kafka, Franz. Essencial Franz Kafka. Trad. Modesto Carone. Penguin Companhia das Letras, 2001.

Lacan, Jacques. “A instância da Letra no inconsciente ou a razão desde Freud”. Escritos. Trad. Vera Ribeito. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998.

Filmografia

Sant, Gus Van. Elefante (2003).

Wachowski, Lane; Wachowski, Lilly. Matrix (1999).

Seminário de Pós-Graduação 2015.2 – Território, polícia, literatura.

Professores: João Camillo Penna e Paulo Roberto Tonani do Patrocínio.

Código: LEL 843                     Nível: Mestrado e Doutorado.

Horário: terça-feira, 14:00-16:30h.                    sala: H-304.

Ementa: A partir de uma definição expandida de cultura, que inclui textos literários, cinema, música, fotografia, além das diversas mídias, o presente curso tem como objetivo examinar a relação entre território e polícia. A proposta é perscrutar os momentos em que se manifesta uma quebra do domínio policial sobre o território, em que é posta em cheque as regras tradicionas da gestão de espaços da política e da representação. Para tanto, serão promovidos dois planos teóricos superpostos e complementares: o primeiro consiste no exame dos dispositivos de poder ligados ao aparato policial e na abordagem do conceito de território; um segundo segmento se dedicará a avaliar as condições de ruptura desse espaço de controle territorial. No primeiro segmento, estudaremos a noção de território, fazendo a arqueologia do conceito a partir das propostas teóricas de Milton Santos, Rogerio Haesbaert e Arjun Appadurai; ainda neste segmento investigaremos a construção da ideia de polícia enquanto um conjunto dos meios que servem ao esplendor de todo o Estado, em diálogo com Michel Foucault. Neste ponto do curso, serão acionadas as contribuições ensaísticas e ficcionais do antropológo Luiz Eduardo Soares. Um segundo segmento partirá da análise de experimentações coletivas que tentam estabelecer um outro tipo de ocupação do território, sendo imediatamente criminalizadas. Pensamos aqui nas manifestações de junho 2013, no Brasil, e especificamente no Rio de Janeiro, nos “vândalos” black blocs, ou no Funk Proibidão, que praticamente desaparece com a instalação das UPPs, este ambivalente “experimento” estatal carioca de ocupação territorial policial. A apresentação deste horizonte teórico, será sempre acompanhada de análise de textos que representam a relação entre território e polícia.

Cronograma de aulas

1º Encontro – 03 de novembro. Apresentação do curso e do cronograma de leituras.

2º Encontro – 10 de novembro. Polícia e território. Propor uma leitura da publicação coletiva Bala perdida, na qual figuram diferentes ensaios e leituras sobre a violência policial no Brasil urbano contemporâneo. O livro pode ser uma boa entrada no tema, para dimensionar a complexa relação que pretendemos abordar no livro entre polícia e território. Trata-se uma publicação com cerca de 120 páginas, os alunos terão facilidade de encontrar e também terão facilidade de ler no intervalo de uma única semana.

Leitura principal:

KUCINSKI, Bernardo (et. al). Bala perdida: a violência policial no Brasil e os desafios para sua superação. São Paulo: Boitempo, 2015.

Blog da Boitempo Editorial, http://blogdaboitempo.com.br/dossies-tematicos/violencia-policial/

3ª Encontro – 17 de novembro. A noção de território (Haesbaert e Appadurai). No terceiro encontro examinaremos o conceito de território à luz da contribuição de Rogério Haesbaert. Por outro lado, pensaremos a noção de território num mundo globalizado, a partir de Appadurai.

Leitura principal:

HAESBAERT, R. “Dos Múltiplos Territórios à Multiterritorialidade”.

HAESBAERT, R. “Região, Diversidade Territorial e Globalização”.

HAESBAERT, R. e LIMONAD, Ester. “O Território em Tempos de Globalização”. In: Revista Etc, 2007.

APPADURAI, Arjun. “Soberania sem territorialidade: notas para uma geografia pós-nacional. Tradução de Heloisa Buarque de Hollanda. In: Novos Estudos CEBRAP. Nº 49, novembro de 1997.

4º Encontro – 24 de novembro. Pobreza e território. Nesse encontro abordaremos a contribuição de Loïc Wacquant. Os condenados da cidade seria o que melhor se adequa à proposta do curso. Outros livros, que podem interessar também: Punir os pobres e As prisões da miséria.

Leitura principal:

WACQUANT, Loïc. Os condenados da cidade. Rio de Janeiro: Revan; FASE, 2001.

5º Encontro – 01 de dezembro. Polícia. Tratar-se-á aqui de expor a história do conceito de polícia. Para isso nos apoiaremos em um texto clássico de Michel Foucault, “Omnes et singulatim”.

Leitura principal:

FOUCAULT, Michel. “Omnes et singulatim”. Trad. Heloísa Jahn. In: Novos Estudos Cebrap no. 26, março de 1990.

6º Encontro – 08 de dezembro. Território e Literatura I. Tomando como base os desdobramentos da noção de território e de polícia, partiremos para o exame de determinados textos literários. Os textos de referência no Brasil, que inauguraram a temática territorial na literatura, são Cidade de Deus, de Paulo Lins e Capão pecado de Ferréz. São livros já muito lidos, mas vale a pena ainda revê-los a partir do pano de fundo teórico que esboçamos.

Leitura principal:

FERRÉZ. Capão Pecado. São Paulo: Labortexto Editorial, 2000.

LINS, Paulo. Cidade de deus. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

7o Encontro. 15 de Dezembro. Território e literatura II. Abordaremos nesse encontro o romance da Raquel Oliveira, A número 1. Raquel foi namorada de um chefe do tráfico da Rocinha, do Naldo, responsável pela conhecida entrevista que ele concedeu ao JB.

Leitura principal:

OLIVEIRA, Raquel. A número 1. Rio de Janeiro: Leya, 2015.

Recesso de natal.

8o Encontro. 12 de janeiro . Território e literatura III. Podemos investigar a tematização desse processo em outra perspectiva, visitando um olhar de fora, para isso propomos a leitura de parte da obra do Rubens Figueiredo. Passageiro do fim do dia narra de forma ficcional, na perspectiva da personagem Rosane, a transformação do conjunto habitacional Tirol em um território conflagrado pela presença de grupos varejistas de drogas que entra em conflito com o grupo de uma localidade vizinha, a Várzea. É possível também visitar mais dois contos, O nome que faltava e A escola da noite, que representa traços do cotidiano de um território marginal.

Leitura principal:

FIGUEIREDO, Rubens. Passageiro do fim do dia. Companhia das Letras, 2010.

9o encontro. 19 de janeiro. Território e literatura IV. Para o nono encontro nos parece interessante atravessar a fronteira territorial brasileira e abordar um romance argentino, La 31, em torno da “villa” 31, situada em Buenos Aires.

Leitura principal:

MAGNUS, Ariel. La 31 (una novela precaria). Buenos Aires: Interzona. 2012.

10o encontro. 26 de janeiro. Território e literatura V. Propomos aqui um estudo comparativo entre La 31 e o romance Texaco, de Patrick Chamoiseau, como exemplo de romance pós-moderno, estruturado a partir da voz de uma representante da favela, como romance-testemunho.

Leitura principal:

CHAMOISEAU, Patrick. Texaco. S. Paulo: Companhia das Letras, 1993.

11o encontro. 2 de fevereiro. O “caso” Luiz Eduardo Soares I. O professor de ciência política, escritor, romancista, teórico da polícia e da segurança pública, que desempenhou diversos cargos executivos na área de segurança, Luiz Eduardo Soares, é uma figura compósita de grande complexidade. Tentaremos, em duas aulas, abordar a relação complementar entre sua escrita de politólogo de denúncia e análise e a de ficcionista.

Leitura principal:

SOARES, Luiz Eduardo. “O inominável, nosso medo”. In: Violência e Política no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1996.

_________________. Rio de Janeiro. Histórias de vida e morte. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

Carnaval.

12o encontro. 16 de fevereiro. O “caso” Luiz Eduardo Soares II. Dando seguimento à discussão sobre Luiz Eduardo Soares, discutiremos uma de suas obras de “ficção”, escrita em parceria com André Batista e Rodrigo Pimentel, Elite da tropa.

Leitura principal:

SOARES, Luiz Eduardo; BATISTA, André e PIMENTEL, Rodrigo. Elite da tropa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2006.

13o encontro. 23 de fevereiro. Acontecimento e política I. As manifestações de rua de 2013 que tiveram lugar em diversas cidades do Brasil, na esteira de manifestações semelhantes ocorridas em diversos lugares do mundo, disparadas pela chamada Primavera Árabe (de 2010), foram o grande acontecimento na política brasileira. Nele se demonstrou de forma tangível a contraposição celebrizada por Rancière entre polícia e política, esta última entendida como acontecimento raro, ensejando uma nova partilha da “parte dos sem parcela”. O que ali aconteceu mostrava um tipo de agência política coletiva desafiliada dos mecanismos conhecidos de representação e dos partidos políticos, cuja força que inutilmente se tentou carrear para os partidos de oposição ao governo. O que se expunha ali era uma oposição manifesta à própria forma de governar, mais do que a um governo específico. Analisaremos neste segmento do curso dois documentários: Ninguém é Black bloc de Rômulo Cyriaco, e É tudo mentira do coletivo Vinegar Syndrome.

Leitura principal:

RANCIÈRE, Jacques. O desentendimento. Política e filosofia. Trad. Ângela Leite Lopes. São Paulo: Ed. 34, 1996.

Vinegar Syndrome. É tudo mentira.

14o encontro. 1o de março. Acontecimento e política II. Discussão do documentário Ninguém é Black bloc de Rômulo Cyriaco.

Leitura principal:

DUPIS-DÉRI, Francis. Black Blocs. São Paulo: Veneta, 2014.

Cyriaco, Rômulo. Ninguém é Black bloc.

Bibliografia

APPADURAI, Arjun. “Soberania sem territorialidade“. Tradução de Heloisa Buarque de Hollanda. In: Novos Estudos CEBRAP. Nº 49, novembro de 1997.

BEATO, Claudio. Crime e cidade. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2012.

Boitempo editorial. Blog: http://blogdaboitempo.com.br/dossies-tematicos/violencia-policial/.

BUTLER, Judith. “Sometimiento, resistencia, resignificación”. In: Mecanismos psíquicos del poder Teorías sobre la sujeción. Trad. Jacqueline Cruz. Madrid: Ediciones Cátedra, 2001.

CALDEIRA, Teresa Pires do Rio. Cidade de muros. Crime, segurança e cidade em São Paulo. São Paulo: Editora 34, 2000.

CHAMOISEAU, Patrick. Texaco. S. Paulo: Companhia das Letras, 1993.

DUPIS-DÉRI, Francis. Black Blocs. São Paulo: Veneta, 2014.

FAULHABER, Lucas e AZEVEDO, Lena. Remoções no Rio de Janeiro olímpico. Rio de Janeiro: Mórula, 2015.

FERRÉZ. Capão Pecado. São Paulo: Labortexto Editorial, 2000.

_______.(Org.). Literatura marginal: talentos da escrita periférica. Rio de Janeiro: Agir, 2005.

FIGUEIREDO, Rubens. Passageiro do fim do dia. Companhia das Letras, 2010.

FOUCAULT, Michel. A sociedade punitiva. Lição de 17 janeiro de 1973. Tradução de Andrea Bieri. (La société punitive. Ed. François Ewald. Paris: Ed. Seuil, 2013).

_______________. A sociedade punitiva. Lição de 14 março de 1973. Tradução de Andrea Bieri. (La société punitive. Ed. François Ewald. Paris: Ed. Seuil, 2013).

_______________.“Omnes et singulatim”. Trad. Heloísa Jahn. In: Novos Estudos Cebrap no. 26, março de 1990.

_______________. Segurança, Território, População. São Paulo: Martin Fontes, 2008.

_______________. Vigiar e punir. Trad. Ligia Vassallo. Petrópolis : Vozes, 1988, 6ª edição.

GLISSANT, Édouard. Introdução a uma poética da diversidade. Tradução de Enilce do Carmo Albergaria Rocha. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2005.

HAESBAERT, R. “Dos múltiplos territórios à Multiterritorialidade“.

HAESBAERT, R. “Região, diversidade territorial e globalização“. In: GEOgraphía, ano 1, no. 1, 1999.

HAESBAERT, R. e LIMONAD, Ester. “O território em tempos de globalização“. IN: Revista Etc, 2007.

HARVEY, David. Cidades Rebeldes. Do direito à cidade à revolução urbana. São Paulo: Martins Fontes, 2014.

KUCINSKI, Bernardo (et. al). Bala perdida: a violência policial no Brasil e os desafios para sua superação. São Paulo: Boitempo, 2015.

MAGNUS, Ariel. La 31 (una novela precaria). Buenos Aires: Interzona. 2012.

OLIVEIRA, Raquel. A número 1. Rio de Janeiro: Leya, 2015.

RANCIÈRE, Jacques. O Desentendimento. Política e Filosofia. Trad. Ângela Leite Lopes. São Paulo: Ed. 34, 1996.

SCHMITT, Carl. O conceito do político. Teoria do partisan. Tradução: Geraldo de Carvalho. Belo Horizonte: Del Rey, 2008.

SOARES, Luiz Eduardo. “A crise no Rio e o pastiche midiático“. (Texto publicado no blog de LES, 2010).

__________________. “Acaso e Necessidade na Ética do Crime“. In: Legalidade libertária. Rio de Janeiro: Lumen-Juris, 2006.

__________________. “Aplausos à Violência?“.

__________________.”Elite da Tropa 2 – projeto literário e intervenção política“.

__________________. “Ficção e realidade do crime organizado no Brasil. Entrevista à Ciência Hoje.” (2010).

__________________. “Escrever o Social: uma trilogia de Luiz Eduardo Soares “. Revista Z. (2007).

__________________. “Juventude e violência no Brasil contemporâneo.” (Versão para Ricardo Cesar Costa).

__________________. “O Brasil tem que acabar com as PMs.“. Entrevista à Isto é“. (2013).

__________________. “O inominável, nosso medo”. In: Violência e Política no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1996.

_________________. Rio de Janeiro. Histórias de vida e morte. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

__________________. “Tropa de elite e elite da tropa”.

__________________; BATISTA, André e PIMENTEL, Rodrigo. Elite da tropa.Rio de Janeiro: Objetiva, 2006.

WACQUANT, Loïc. Os condenados da cidade. Trad. João Roberto Martins Filho. Rio de Janeiro: Reva, FASE, 2001.

WALTY, Ivete Lara Camargos. A rua da literatura e a literatura da rua. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2015.

Filmografia

Cyriaco, Rômulo. Ninguém é Black bloc.

Padilha, José. Tropa de elite I. Missão dada é missão cumprida.

Padilha, José. Tropa de elite II. O inimigo agora é outro.

Vinegar Syndrome. É tudo mentira.

Wainer, João. Junho. Documentário da Folha, 2014.

Seminário de Pós-Graduação: Testemunho e Literatura, 2015.1

Programa de Pós-Graduação em Ciência da Literatura, UFRJ

2015.1

Horário: terça-feira, 14:00h – 16:30h.

Sala:  H-309 (Faculdade de Letras, UFRJ).

Nível: Mestrado e Doutorado.

Título: Testemunho e Literatura.

Ementa: Não há testemunho que não implique estruturalmente a possibilidade da ficção, da mentira ou do perjúrio; o testemunho não pode ser confundido com a prova jurídica, a informação, a certeza, ou o arquivo, se assim for ele deixa de ser testemunho; a literatura implica em princípio o direito de dizer tudo e de esconder tudo. Estas definições provêm de Jacques Derrida. A partir delas se define o testemunho como tensão ente ficção e prova jurídica; e a literatura como direito, como “direito à literatura”. Neste seminário tratar-se-á de rever as premissas discursivas do testemunho, da ficção e do direito. Partiremos de textos de Jacques Derrida, de uma revisão da teoria do testemunho, e dos diversos testemunhos, como modo preferencial de lembrança das catástrofes, com o objetivo de pensar a especificidade da literatura e do testemunho no momento em que eles se distinguem do direito. Alguns campos do testemunho abordados: o testemunho judaico, carcerário, hispano-americano, ameríndio, a comissão da verdade.

O curso abrirá espaço para intervenções de convidados ao longo do semestre (convidados: Márcio Seligmann-Silva; Flávia Trocoli; Ariani Sudatti.)

Cronograma das aulas:

Aula 1 – dia 17 de março – Testemunho, memórias, fantasmas.

Aula 2 – dia 24 de março – Minicurso de Sandra Guardini. Romance sem fronteiras.(Dias 24, 25, 26 de março). Página no Facebook.

Aula 3 – dia 31 de março – O retorno do espectro. Especulações em torno de duas cenas espectrais.

Filmes: Calle Santa Fé de Carmen Castillo (2007), Diário de uma busca de Flávia Castro (2011); Cabra marcado para morrer de Eduardo Coutinho (1984); Shoah de Claude Lanzmann (1985).

Textos: “O fio da meada” de Roberto Schwarz; Critica de la memória de Nelly Richard; The Age of Testimony” de Shoshana Felman (in: Testimony. Crises of Witnessing in Literature, Psychoanalysis, and History); K. Relato de uma busca de Bernardo Kucinski (2011, 2014).

Aula 4 – dia 7 de abril – O retorno do espectro. Especulações em torno de duas cenas espectrais.

Filmes: Calle Santa Fé de Carmen Castillo (2007), Diário de uma busca de Flávia Castro (2011); Cabra marcado para morrer de Eduardo Coutinho (1984); Shoah de Claude Lanzmann (1985).

Textos: “O fio da meada” de Roberto Schwarz; Critica de la memória de Nelly Richard; The Age of Testimony” de Shoshana Felman (in: Testimony. Crises of Witnessing in Literature, Psychoanalysis, and History); K. Relato de uma busca de Bernardo Kucinski (2011, 2014).

Aula 5 – dia 14 de abril – O retorno do espectro. Especulações em torno de duas cenas espectrais.

Filmes: Calle Santa Fé de Carmen Castillo (2007), Diário de uma busca de Flávia Castro (2011); Cabra marcado para morrer de Eduardo Coutinho (1984); Shoah de Claude Lanzmann (1985).

Textos: “O fio da meada” de Roberto Schwarz; Critica de la memória de Nelly Richard; The Age of Testimony” de Shoshana Felman (in: Testimony. Crises of Witnessing in Literature, Psychoanalysis, and History); K. Relato de uma busca de Bernardo Kucinski (2011, 2014). Dia 21 de abril (Dia de Tiradentes) – Não haverá aula.

Aula 6 – dia 28 de abril – O território do testemunho. Definições.

“A escrita do testemunho em Memórias do cárcere” de Alfredo Bosi; “O que é literatura de testemunho (e considerações em torno de Graciliano Ramos, Alex Polari e André Du Rap)” de Wilberth Salgeiro; “A literatura de testemunho e a violência de estado” de Valéria de Marco; Márcio Seligmann-Silva, “Zeugnis e Testimonio, um caso de intraduzibilidade de conceitos”, “Narrar o trauma– a questão do testemunho de catástrofes históricas”, Literatura e trauma”.

Aula 7 – dia 5 de maio – O território do testemunho. Definições.

“A escrita do testemunho em Memórias do cárcere” de Alfredo Bosi; “O que é literatura de testemunho (e considerações em torno de Graciliano Ramos, Alex Polari e André Du Rap)” de Wilberth Salgeiro; “A literatura de testemunho e a violência de estado” de Valéria de Marco; Márcio Seligmann-Silva, “Zeugnis e Testimonio, um caso de intraduzibilidade de conceitos”, “Narrar o trauma – a questão do testemunho de catástrofes históricas”, Literatura e trauma”.

Aula 8 – dia 12 de maio – O território do testemunho. Definições.

“A escrita do testemunho em Memórias do cárcere” de Alfredo Bosi; “O que é literatura de testemunho (e considerações em torno de Graciliano Ramos, Alex Polari e André Du Rap)” de Wilberth Salgeiro; “A literatura de testemunho e a violência de estado” de Valéria de Marco; Márcio Seligmann-Silva, “Zeugnis e Testimonio, um caso de intraduzibilidade de conceitos”, “Narrar o trauma – a questão do testemunho de catástrofes históricas”, Literatura e trauma”.

Aula 9 – dia 19 de maio – Discussão de projetos dos alunos.

Aula 10 – dia 26 de maio – Blanchot, Derrida. Escrever o segredo. O instante de minha morte de Maurice Blanchot; Morada e Mal de arquivo de Jacques Derrida.

Aula 11 – dia 2 de junho – Blanchot, Derrida. Escrever o segredo. O instante de minha morte de Maurice Blanchot; Morada e Mal de arquivo de Jacques Derrida.

Aula 12 – dia 9 de junho – Depor sobre o desaparecimento.O relatório da Comissão Nacional da verdade (Literatura e Direito).

Habeas corpus. Que se apresente o corpo. A busca dos desaparecidos no Brasil; Brasil e África do Sul: os paradoxos da democracia. Memória política em democracias com herança autoritária de Edson Teles; O inconsciente jurídico. Julgamentos e traumas no século XX de Shoshana Felman; Pardonner. L’impardonnable et l’imprescriptible de Jacques Derrida; Memória, história, esquecimento de Paul Ricoeur.

Aula 13 – dia 16 de junho – Depor sobre o desaparecimento. O relatório da Comissão Nacional da verdade (Literatura e Direito).

Habeas corpus. Que se apresente o corpo. A busca dos desaparecidos no Brasil; Brasil e África do Sul: os paradoxos da democracia. Memória política em democracias com herança autoritária de Edson Teles; O inconsciente jurídico. Julgamentos e traumas no século XX de Shoshana Felman; Pardonner. L’impardonnable et l’imprescriptible de Jacques Derrida; Memória, história, esquecimento de Paul Ricoeur.

Aula 14 – dia 23 de junho – Depor sobre o desaparecimento. O relatório da Comissão Nacional da verdade (Literatura e Direito).

Habeas corpus. Que se apresente o corpo. A busca dos desaparecidos no Brasil; Brasil e África do Sul: os paradoxos da democracia. Memória política em democracias com herança autoritária de Edson Teles; O inconsciente jurídico. Julgamentos e traumas no século XX de Shoshana Felman; Pardonner. L’impardonnable et l’imprescriptible de Jacques Derrida; Memória, história, esquecimento de Paul Ricoeur.

Avaliação. Os trabalhos deverão ser encaminhados por email um mês após o fim do semestre.

Bibliografia:

Agamben, Giorgio. Homo sacer III. O que resta de Auschwitz. Trad. Selvino J. Assmann. São Paulo: Boitempo, 2008.

Arendt, Hannah. The Portable Hannah Arendt. Baehr, Peter (Ed.). Nova York: Peguin Books, 2000.

Au sujet de Shoah. Le film de Claude Lanzmann. Paris: Belin, col. “L’extrême contemporain”, 1990.

Benveniste, Émile. “Capítulo VII – Religião e superstição“. In: O Vocabulário das instituições indo-europeias. Volume II. Poder, Direito, Religião. Trad. Denise Bottmann e Eleonora Bottmann. Campinas: Editora da Universidade Estadual de Campinas, 1995.

Benveniste, Émile. “Da subjetividade na linguagem”. In: Problemas de linguística geral I. Trad. Maria da Glória Novak e Maria Luisa Neri. Campinas, Pontes, 2005.

Blanchot, Maurice. O Instante da minha morte (edição bilíngüe). Trad. Fernanda Bernardo. Porto: Campo das Letras, 2003. [L’Instant de ma mort. Paris: Ed. Gallimard, 1983, 2002.]

Bosi, Alfredo. “A escrita do testemunho em ‘Memórias do cárcere’”. Estudos avançados 9 (23), 1995.

Burgos, Elisabeth. Me llamo Rigoberta Menchu y así me nació la consciencia. Buenos Aires: Siglo xxi editores, 1997, 2007.[Meu nome é Rigoberta Menchú e assim nasceu a minha consciência. Trad. Lólio Lourenço de Oliveira. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1993.]

Caruth, Cathy. Unclaimed Experience. Trauma, Narrative, Experience. Baltimore: The Johns Hopkins University Press, 1996.

Chalamov [ou Shalamov], Varlam. Récits de la Kolyma. Trad. Benech, Sophie; Fournier, Catharine; Jurgenson, Luba. Paris: Vernier, col. “Slovo”, 2003. [Kolyma Tales. Nova York: Penguin Books, 1995. epub.]

Coquio, Catherine (org.). L’histoire trouée. Négation et témoignage. Nantes: Librairie L’Atalante, 2003.

Derrida, Jacques. Donner la mort. Paris: Galilée, 1999.

Derrida, Jacques. Espectros de Marx. Trad. Skinner, Anamaria. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1994.

Derrida, Jacques. Mal de Arquivo. Uma impressão freudiana. Trad. Rego, Cláudia de Moraes. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2001.

Derrida, Jacques. Morada. Trad. Silvina Rodrigues Lopes. Lisboa: Edições Vendaval, 2004.

Derrida, Jacques. Pardonner. L’impardonnable et l’imprescriptible. Paris: Galilée, 2012.

Derrida, Jacques. “Poétique et politique du témoignage“. Cahiers de l’Herne. Derrida. Mallet, Marie Louise e Michaud, Ginette (orgs.). Paris: Éditions de l’Herne, 2004.

Didi-Huberman, Georges. “Images malgré tout“. in: Chéroux, Clément (dir.) Mémoire des camps. Photographies des camps de concentration et d’extermination nazis (1933-1999).Paris: Marval, 2001.

Didi-Huberman, Georges. Images malgré tout. Paris: Minuit, 2004. [Tradução espanhola: Imagines pese a todo (primeiro capítulo do livro).Trad. Mariana Miracle. Barcelona: Paidós, 2004.]

Felman, Shoshana e Laub, Dori. Testimony. Crises of Witnessing in Literature, Psychoanalysis, and History. Nova York: Routledge, 1992.

Felman, Shoshana. O Inconciente Jurídico. Julgamentos e traumas no século XX. Trad. Ariani Bueno Sudatti. São Paulo: Edipro, 2014. [The Juridical Unconscious. Trials and Traumas in the 20th Century. Cambridge: Harvard University Press, 2002.]

Foucault, Michel. A verdade e as formas juridicas. Trad. Machado, Roberto e Jardim, Eduardo. Rio de Janeiro: Nau Editora/Puc-RJ, 2002.

Gagnebin, Jeanne-Marie. Lembrar Escrever Esquecer. São Paulo: Editora 34, 2006.

Ginzburg, Jaime. Crítica em tempos de violência. Tese de Livre docência em Literatura Brasileira. Universidade de São Paulo, São Paulo, 2010.

Givoni, Michal. “Witnessing/Testimony”. Mafte’ahk, 2e/ 2011.

Habeas Corpus. Que se apresente o corpo. A busca dos desaparecidos no Brasil. Brasília: Secretaria dos direitos humanos, 2010.

Klüger, Ruth. Paisagens da memoria. Autobiografia de uma sobrevivente do Holocausto. Trad. Aron, Irene. São Paulo: editora 34, 2005.

Kucinski, Bernardo. K. Relato de uma busca. São Paulo: Cosac Naify, 2014, 2a edição.

Lanzmann, Claude. Shoah [em francês] Paris: Folio, 1997. [Shoah. An Oral History of the Holocaust. The Complete Text of the Film. Nova York: Pantheon Books, 1985.]

Levi, Primo. É isto um homem Trad. Luigi del Re. Rio de Janeiro: Rocco, 1997, 2a edição. [Se questo è un uomo. Torino: Letteratura italiana Einaudi, 1989.]

Levi, Primo. Os afogados e os sobreviventes. Tradução: Luiz Sérgio Henriques. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990. [Les naufragés et les rescapés. Trad. André Maugé. Paris: Ed. Gallimard, 1989.]

Ludueña, Fabián. La Comunidad de los espectros. Buenos Aires: Miño y Dávila, 2010.

Marco, Valéria de. “A literatura de testemunho e a violência de estado”. LUA NOVA Nº 62— 2004.

Mendes, Luiz Alberto. Memórias de um sobrevivente. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.

Nancy, Jean-Luc. “Le représentation interdite“. In: Nancy, Jean-Luc (dir.) L’art et la mémoire des camps. Représenter exterminer. Paris: Seuil, 2001.

Penna, João Camillo. “Poética da vítima“. Revista Brasileira, Fase VIII, Janeiro-fevereiro-março 2013, ano II, no. 74.

Penna, João Camillo. “Representar o irrepresentável?“. In: Sentido dos lugares. Abralic. Associação Brasileira de Literatura Comparada. Ata do XI Congresso Internacional Abralic 2006. Universidade Estadual do Rio de Janeiro, 2006.

Ramos, Graciliano. Memórias do Cárcere, vol. 1 e 2. Editora Record, versão digital.

Rancière, Jacques. A partilha do sensivel. Trad. Mônica Costa Netto. São Paulo: Ed 34, 2005.

Rancière, Jacques. O insconsciente estético. Trad. Mônica Costa Netto. São Paulo: Ed. 34, 2009.

Rancière, Jacques. “Se existe o irrepresentável.” O destino das imagens. Trad. Mônica Costa Netto, Mônica. Rio de Janeiro: Contraponto Editora, 2012.

Relatório Final da Comissão da Verdade.

Relatório Final da Comissão da Verdade. Volume II. Relatório Final.

Relatório Final da Comissão da Verdade. Volume III. Mortos e Desaparecidos 1970-1971.

Relatório Final da Comissão da Verdade. Volume III. Mortos e Desaparecidos Junho de 1973 – Abril de 1974.

Richard, Nelly. Crítica de la Memória (1990-2010). Santiago: Ediciones Universidad Diego Portales, 2010.

Ricoeur, Paul. La Memória, la História, el Olvido. Trad. Neira, Augustín. Buenos Aires: Fondo de Cultura Econômica, 2004.

Ricouer, Paul. Memória, história, esquecimento [Memory, History, Oblivion] (Conferência), 2003.

Salgeiro, Wilberth. “O que é literatura de testemunho (e considerações em torno de Graciliano Ramos, Alex Polari e André Du Rap)”. Matraga, Rio de Janeiro, v.19, n.31, jul./dez. 2012.

Schwarz, Roberto. “O fio da meada”. In: Que horas são? São Paulo: Companhia das Letras, 1987.

Seligmann-Silva, Márcio (org.). Dossiê Literatura como uma arte da memória. Remate de Males, 26.1, 2005.

Seligmann-Silva, Márcio e Nestrovski, Artur (orgs.). Catástrofe e representação. São Paulo: Escuta, 2000.

Seligmann-Silva, Márcio. Artigo: “A escritura da memória: mostra palavras e narrar imagens”. Remate de males,26 (1), jan-jun, 2006.

Seligmann-Silva, Márcio et alii (org.). Imagem e Memória.

Seligmann-Silva, Márcio. Artigo: “Imagens precárias: inscrições tênues da violência ditatorial no Brasil”. estudos de literatura brasileira contemporânea, no. 43, jan/jun, 2014.

Seligmann-Silva, Márcio. Artigo: “Literatura e trauma“. Pro-posições, vol. 13 , no. 3 (39) – set./dez. 2002.

Seligmann-Silva, Márcio. Artigo: “Narrar o trauma: a questão do testemunho de catástrofes históricas”. Psicologia clínica, vol. 20, no. 1, 2008.

Seligmann-Silva, Márcio. Artigo: “Novos escritos dos cárceres: uma análise de caso. Luiz Alberto Mendes, Escritos da sobrevivência“. Manuscrito.

Seligmann-Silva, Márcio. Artigo: “O local do testemunho“. Tempo e argumento. Revista do Programa de Pós-Graduação em História, Florianópolis, vol. 2, no. 1, jan./jun. 2010.

Seligmann-Silva, Márcio. Artigo: “Testemunho e a política da memória: o tempo de depois das catástrofes”. Projeto história, São Paulo (30), jun. 2005.

Seligmann-Silva, Márcio. Artigo: ““Zeugnis” e “testimonio”: um caso de intraduzibilidade entre conceitos”. Pandaemonium Germanicum, 6/2002.

Seligmann-Silva, Márcio. Homepage.

Seligmann-Silva, Márcio. O local da diferença. Ensaios sobre memória, arte, literatura e tradução. São Paulo: editora 34, 2005.

Sim, Celso. penetrável genet. Histórico da obra.

Sim, Celso. penetrável genet. Sinopse..

Teles, Edson. Brasil e África do Sul. Os paradoxos da democracia. Memória política em democracias com herança autoritária. Tese de Doutoramento. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Políticas, Departamento de Filosofia. Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007.

Wajcman, Gérard. “De la croyance photographique“. Les Temps modernes, 56ème année, mars-avril-mai 2001, no. 613.

Filmografia:

Castillo, Carmen. Calle Santa fé (2007).

Castro, Flávia. Diário de uma busca (2011).

Coutinho, Eduardo. Cabra marcado para morrer (1984).

Ferraz, Isa Grinspum. Marighella (2012).

Gúzman, Patrício. Chile, La memória obstinada [Chile, the Obstinate Memory] (1997).

Gúzman, Patrício. La Batalla de Chile (1975, 1976, 1979).

Gúzman, Patrício. Nostalgia de la luz (2010).

Lanzmann, Claude. Shoah (1985), Part 1Part 2.

Murat, Lúcia. Que bom te ver viva (1989).

Panh, Ritty. Duch le maitre des forges de l’enfer (2011).

Panh, Ritty. S-21, The Khmer Rouge Killing Machine (2003).

Sim, Celso. penetrável genet : cinexperiência : isso aqui só para no inferno (2014).

Seminário de Pós-Graduação: Elogio da ontologia II (2014.1)

Programa de Pós-Graduação em Ciência da Literatura, UFRJ.

2014.1

Horário: terça-feira, 14: 00 h – 16:30 h

Sala: H-306a (Faculdade de Letras, UFRJ).

Nível: Mestrado e Doutorado.

TÍTULO DO CURSO: Elogio da ontologia II

Ementa: Retomada do projeto de pensar uma ontologia da cultura/literatura brasileira. O curso reverá em síntese alguns dos aportes do “passeio” pelo problema ontológico realizado no semestre passado (Foucault/Agamben; Lacan/Zizek), mas concentrando o foco da discussão do Brasil. A discussão ontológica pode interessar à crítica cultural/literária brasileira? Eis a pergunta. Três linhas da crítica serão abordadas, centradas em três críticos literários/culturais de importância maior: Roberto Schwarz, Silviano Santiago, José Miguel Wisnik. Caberá então entender o que podemos chamar de uma ontologia do lugar na literatura/cultura brasileira: Roberto Schwarz (“as ideias fora do lugar”); Silviano Santiago (“o entre-lugar”); José Miguel Wisnik (“o lugar fora das ideias”). Para tanto partiremos de uma seleção de textos clássicos destes autores, visando a produzir uma hipótese ampla sobre uma ontologia da cultura brasileira.

Pré-requisito: Não há.

Cronograma das aulas

Aula 1 – 18 de março. Apresentação das grandes linhas do curso.

25 de março – Não haverá aula.

Aula 2 – 1º de abril – O paradigma Machado. A constituição: o sujeito crítico da literatura brasileira. Leituras: Machado de Assis, “Instinto de nacionalidade”; Antonio Candido, “A crítica viva”(Formação da literatura brasileira); Roberto Schwarz, Um mestre na periferia do capitalismo/ Machado de Assis; Bruno Latour, “A constituição” (Jamais fomos modernos).

Aula 3 – 8 de abril – A matriz tipológica. Leituras: Antonio Candido, “Crítica e sociologia” (Literatura e sociedade); “Dialética da malandragem”; Immanuel Kant, “Do conceito de um objeto da razão prática pura” (Crítica da razão prática).

Aula 4 – 15 de abril –  A grande síntese musical. Leitura: Mário de Andrade, Ensaio sobre a música brasileira; Pequena história da música.

22 de abril – Não haverá aula (feriado, dia 21 e 23)

Aula 5 – 29 de abril – Variações em torno de Capitu. Leituras: Silviano Santiago, “Retórica da verossimilhança”(Uma literatura nos trópicos); Roberto Schwarz, “A prosa envenenada de Dom Casmurro” (Duas meninas); Alfredo Bosi, O enigma do olhar.

6 de maio – Não haverá aula.

Aula 6 – 13 de maio – Silviano Santiago e o paradigma da constituição: “O entre-lugar do discurso latino-americano” (Uma literatura nos trópicos); “Apesar de dependente, universal”; “Uma ferroada no peito do pé” (Vale quanto pesa); “Por que e para que viaja o europeu?” (Nas malhas da letra).

Aula 7 – 20 de maio – O recalque contramétrico do sujeito mulato. Leituras: José Miguel Wisnik, “Machado maxixe”; Veneno remédio. O futebol e o Brasil.

27 de maio – Não haverá aula.

Aula 8 –  3 de junho – Apresentação dos projetos pesquisa de alunos.

Aula 9 – aula-extra (Data a combinar) – Experiência-limite: ontologias da literatura. Leituras: Martin Heidegger, “Por que poetas?” (Caminos de bosque); Michel Foucault, “Psicanálise, etnologia” (As palavras e as coisas); “A loucura e a ausência de obra”, (Ditos e escritos, I); Gonzalo M. Tavares (Um homem: Klaus Klump).

Aula 10 – 10 de junho – Conclusões do curso.

Entrega dos trabalhos no dia 10 de julho.

Bibliografia geral:

Adorno, Theodor. Hegel: Three Studies. Trad. Shierry Weber Nicholson e Jeremy J. Shapiro. Cambridge, Massachusetts/Londres, Inglaterra: The MIT Press, 1993; trad. espanhola: Tres Estudios sobre Hegel. Trad. Victor Sanchez de Zavala. Madrid: Taurus ediciones, 1970.

Adorno, Theodor. Textos escohidos. Os pensadores. São Paulo: Círculo do Livro (Nova Cultural na edição original), 1996.

Agamben Giorgio. Estâncias. A palavra e o fantasma na cultura ocidental. Trad. Selvino José Assmann. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2007.

Agamben, Giorgio. Homo Sacer. O poder soberano e a vida nua I.  Trad. Henrique Burigo.Belo Horizonte: ed. UFMG, 2002.

Agamben, Giorgio. Infância e história. Destruição da experiência e origem da história. Trad. Henrique Burigo. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2008.

Agamben, Giorgio. Means Without End. Notes on Politics. Trad. Vincenzo Binetti e Cezare Casarino. Minneapolis: University of Minnesota Press, 2000.

Agamben, Giorgio. O que resta de Auschwitz.. Homo sacer III. Trad. Selvino J. Assmann. São Paulo: Boitempo, 2008.

Agamben, Giorgio. “Qu’est ce qu’un paradigme?“. Signatura rerum. Sur la méthode. atrad. Joël Gayraud. Vrin, 2008; Signatura Rerum. Sobre el método. Trad. Flavia Costa y Mercedes Ruvituso. Barcelona: Editorial Anagrama, 2010; “What’s a Paradigm?” (European Graduate School).

Andrade, Mário. Ensaio sobre a música brasileira. São Paulo: Livraria Martins Editora/Brasília: Instituto Brasileiro do Livro/Mec, 1972, 2 edição.

Andrade, Oswald. Do Pau-Brasil à antropofagia e às utopias. Obras completas de Oswald de Andrade, vol. 6. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1970, 2a edição.

Avelar, Idelber. “Entre o violoncelo e o cavaquinho: música e sujeito popular em Machado de Assis“. Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea, n. 37. Brasília, janeiro-junho de 2011.

Badiou, Alain. Deleuze, o clamor do ser. Trad. Lucy Magalhães. Rio de Janeiro : Jorge Zahar editor, 1997.

Badiou, Alain. Peut-on penser la politique? Paris: Seuil, 1985.

Balibar, Etienne; Ferry, Luc; Lacoue-Labarthe, Philippe; Lyotard, Jean-François; Nancy, Jean-Luc. Rejouer le politique. Paris: Galiée, 1981.

Benveniste, Emile. “Da subjetividade na linguagem”Problemas de linguística geral I. Trad. Maria da Glória Novak e Maria Luisa Neri. Campinas, Pontes, 2005.

Bosi, Alfredo. Machado de Assis. O enigma do olhar. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

Bosteels, Bruno. Badiou and Politics. Durham & Londres: Duke University Press, 2011.

Butler, Judith. “Arguing with the Real”. Bodies that Matter. New York: Routledge, 1993.

Candido, Antonio. A Educação pela noite. São Paulo: Editora Ática, 1989.

Candido, Antonio. Formação da literatura brasileira (Momentos decisivos). Belo Horizonte: Editora Itatiaia, 2000, 9ª edição.

Candido, Antonio. Literatura e Sociedade. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006, 9a edição revista pelo autor.

Candido, Antonio. O discurso e a cidade. São Paulo: Livraria Duas Cidades, 1993.

Candido, Antonio. Vários Escritos. São Paulo: Duas Cidades, 1977.

Castro, Eduardo Viveiros de. “Perspectivismo e multiculturalismo na América indígena“. A inconstância da alma selvagem. São Paulo: Cosac Naify, 2002.

Craia, Eladio. A problemática ontológica em Gilles Deleuze. Cascavel, Paraná : Editora e Gráfica Universitária – EDUNIOESTE, 2002.

Cunha, Euclides da. Os sertões. Leopoldo M. Bernucci (ed.). São Paulo: Ateliê Editorial, 2001, 2ªedição.

Descartes, René. Discurso do Método. Trad. Jacob Guinsburg e Bento Prado Jr. Notas de Gérard Lebrun.  São Paulo: Difel – Difusão Europeia do Livro, 1962, col. Clássicos Garnier, 1973, 2a edição.

Deleuze, Gilles e Guattari, Féliz. O Anti-édipo. Trad. Luiz B. L. Orlandi. São Paulo: Editora 34, 2010.

Deleuze, Gilles e Guattari, Félix. O que é a Filosofia? Trad. Bento Brado Jr. e Alberto Alonso Munoz. São Paulo: Editora 34, Coleção Trans, s/d [Versão digitalizada].

Derrida, Jacques. “Remarks on Deconstruction and Pragmatism”. Mouffe, Chantal (ed.) Deconstruction and Pragmatism. Londres/Nova York: Routledge, 1996.

Finazzi-Agrò, Ettore. Economia (e política) do moderno. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, n. 50, set-março 2010.

Foucault, Michel. A Arqueologia do saber. Trad. Luiz Felipe Baeta Neves. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1997, quinta edição.

Foucault, Michel. “Des espaces autres”. Dits et écrits II, 1976-1988. Paris: Quarto Gallimard, 2001.

Foucault, Michel. Estética: literatura e pintura, música e cinema. Ditos e escritos III. Trad. Inês Autran Dourado Barbosa. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2009, 2a edição.

Foucault, Michel. Em defesa da sociedade. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

Foucault, Michel. História da sexualidade I. Vontade de saber. Trad. Maria Theresa da Costa Albuquerque e J.A. Guilhon de Albuquerque. Rio de Janeiro: Graal, 1977.

Foucault, Michel. Microfísica do poder. Roberto Machado (ed.). Rio de Janeiro: Graal, [1979], 2000, 15ª edição.

Foucault, Michel. Vigiar e punir. Trad. Ligia Vassallo. Petrópolis : Vozes, 1988, 6ª edição.

Freud, Sigmund. Obras completas – Vol. 12 (1914-1916). Trad. Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

Freud, Sigmund. Obras completas – Vol. 14 (1917-1920). Trad. Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

Freud, Sigmund. Obras completas – Vol. 16 (1923-1925). Trad. Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

Freud, Sigmund. Obras completas – Vol. 18 (1930-1936). Trad. Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

Gabriel, Markus. Transcendental Ontology: Essays in German Idealism. Londres/Nova York: Continuum International Publishing Co., 2011.

Gumbrecht, Hans Ulrich. Produção de presença. O que o sentido não consegue transmitir. Trad. Ana Isabel Soares. Riod e Janeiro : Contraponto/Editora Puc, Rio, 2010.

Hardt, Michael e Negri, Antonio. Commonwealth. Cambridge: The Belknap Press of Harvard University Press, 2009.

Hardt, Michael e Negri, Antonio. Império. Trad. Berilo Vargas. Rio de Janeiro, São Paulo : editora Record, 2001, 3ª edição.

Hardt, Michael e Negri, Antonio. Multidão. Guerra e democracia na era do império. Trad. Clóvis Marques. Rio de Janeiro, São Paulo : editora Record, 2005; MultitudeWar and Democracy in the Age of Empire. Nova York : The Penguin Press, 2004.

Heidegger, Martin. Caminos de Bosque. Trad. Helena Cortés e Arturo Leyte. Madrid: Alianza editorial s.a., 2010.

Heidegger, Martin.  Conferências e escritos filosóficos. Os pensadores.Heidegger. Trad. Ernildo Stein. São Paulo: Nova Cultural, s/d.

Heidegger, Martin. Ontología. Hermenéutica de la facticidad. Trad. Jaime Aspiunza. Madrid: Alanza Editorial, 1999.

Heidegger, Martin. Parágrafos 1 a 10. Ser e tempo. Trad. Fausto Castilho. Campinas/Petrópolis: Editora Unicamp/Ed. Vozes, 2012; Ser e tempo. Parte I; Parte II. Tradução de Marcia Sá Cavalcante Schuback. Petrópolis: Vozes, 2000, 15ª edição.

Heidegger, Martin. Sobre o problema do ser; o caminho do campo. São Paulo: Livraria duas Cidades, 1969.

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Kanbouchner, Denis; Lacoue-Labarthe, Philippe; Lefort, Claude; Nancy, Jean-Luc; Rancière, Jacques; Rogozinski, Jacob; Soulez, Philippe. Le retrait du politique. Paris: Galilée, 1983.

Kant, Immanuel. Crítica da razão prática. Trad. Afonso Bertagnoli. São Paulo: ebooksbrasil.com, 2004 [Fonte digital: São Paulo: Edições e Publicações Brasil Editora, 1959.]

Kant, Immanuel. Crítica da razão pura. Trad. Manuela Pinto dos Santos e Alexandre Fradique Morujão. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001.

Kant, Immanuel. Textos seletos. Edição bilíngue. Tradução: Raimundo Vier e Floriano de Sousa Fernandes. Petrópolis: Vozes, 1974.

Lacan, Jacques. Escritos. Trad. Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1998.

Lacan, Jacques. Seminário. O Seminário. Livro 3. As Psicoses. Trad. Aluísio Meneses. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1988.

Lacan, Jacques. Le séminaire. Livre VII. L’éthique de la psychanalyse. Paris: Seuil, 1986; Trad. espanhola: Seminário 7. La ética del psicoanálisis; trad. brasileira: Seminário 7. A ética da psicanálise. Trad. Antônio Quinet. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2008.

Lacan, Jacques. O seminário. Livro 11. Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise. Tradução: M.D. Magno. Rio de Janeiro: Zahar, 1984.

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Strathausen, Carsten. A Leftist Ontology. Beyond Relativism and Identity Politics. Minneapolis : Minnesota University Press, 2009.

Spivak, Gayatri. Pode o subalterno falar? Tradução: Sandra Regina Goulart Almeida. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2010.

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Wisnik, José Miguel. “Machado maxixe: o caso Pestana”. In: Teresa. Revista de literatura brasileira, 4/5. Literatura e canção. São Paulo: Ed. 34, 2003. Republicado em: Sem receita. Ensaios e canções. São Paulo: Publifolha, 2004.

Wisnik, José Miguel. Veneno remédio: o futebol e o Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

Zizek, Slavoj; Daly, Glyn. Conversations with Zizek. Cambridge: Polity Press/Blackwell Publishing, 2004; Arriscar o impossível. Conversas com Zizek. Trad. Vera Ribeiro. São Paulo: Martins Fontes, 2006.

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