Seminário de Pós-Graduação: Testemunho e Literatura, 2015.1

Programa de Pós-Graduação em Ciência da Literatura, UFRJ

2015.1

Horário: terça-feira, 14:00h – 16:30h.

Sala:  H-309 (Faculdade de Letras, UFRJ).

Nível: Mestrado e Doutorado.

Título: Testemunho e Literatura.

Ementa: Não há testemunho que não implique estruturalmente a possibilidade da ficção, da mentira ou do perjúrio; o testemunho não pode ser confundido com a prova jurídica, a informação, a certeza, ou o arquivo, se assim for ele deixa de ser testemunho; a literatura implica em princípio o direito de dizer tudo e de esconder tudo. Estas definições provêm de Jacques Derrida. A partir delas se define o testemunho como tensão ente ficção e prova jurídica; e a literatura como direito, como “direito à literatura”. Neste seminário tratar-se-á de rever as premissas discursivas do testemunho, da ficção e do direito. Partiremos de textos de Jacques Derrida, de uma revisão da teoria do testemunho, e dos diversos testemunhos, como modo preferencial de lembrança das catástrofes, com o objetivo de pensar a especificidade da literatura e do testemunho no momento em que eles se distinguem do direito. Alguns campos do testemunho abordados: o testemunho judaico, carcerário, hispano-americano, ameríndio, a comissão da verdade.

O curso abrirá espaço para intervenções de convidados ao longo do semestre (convidados: Márcio Seligmann-Silva; Flávia Trocoli; Ariani Sudatti.)

Cronograma das aulas:

Aula 1 – dia 17 de março – Testemunho, memórias, fantasmas.

Aula 2 – dia 24 de março – Minicurso de Sandra Guardini. Romance sem fronteiras.(Dias 24, 25, 26 de março). Página no Facebook.

Aula 3 – dia 31 de março – O retorno do espectro. Especulações em torno de duas cenas espectrais.

Filmes: Calle Santa Fé de Carmen Castillo (2007), Diário de uma busca de Flávia Castro (2011); Cabra marcado para morrer de Eduardo Coutinho (1984); Shoah de Claude Lanzmann (1985).

Textos: “O fio da meada” de Roberto Schwarz; Critica de la memória de Nelly Richard; The Age of Testimony” de Shoshana Felman (in: Testimony. Crises of Witnessing in Literature, Psychoanalysis, and History); K. Relato de uma busca de Bernardo Kucinski (2011, 2014).

Aula 4 – dia 7 de abril – O retorno do espectro. Especulações em torno de duas cenas espectrais.

Filmes: Calle Santa Fé de Carmen Castillo (2007), Diário de uma busca de Flávia Castro (2011); Cabra marcado para morrer de Eduardo Coutinho (1984); Shoah de Claude Lanzmann (1985).

Textos: “O fio da meada” de Roberto Schwarz; Critica de la memória de Nelly Richard; The Age of Testimony” de Shoshana Felman (in: Testimony. Crises of Witnessing in Literature, Psychoanalysis, and History); K. Relato de uma busca de Bernardo Kucinski (2011, 2014).

Aula 5 – dia 14 de abril – O retorno do espectro. Especulações em torno de duas cenas espectrais.

Filmes: Calle Santa Fé de Carmen Castillo (2007), Diário de uma busca de Flávia Castro (2011); Cabra marcado para morrer de Eduardo Coutinho (1984); Shoah de Claude Lanzmann (1985).

Textos: “O fio da meada” de Roberto Schwarz; Critica de la memória de Nelly Richard; The Age of Testimony” de Shoshana Felman (in: Testimony. Crises of Witnessing in Literature, Psychoanalysis, and History); K. Relato de uma busca de Bernardo Kucinski (2011, 2014). Dia 21 de abril (Dia de Tiradentes) – Não haverá aula.

Aula 6 – dia 28 de abril – O território do testemunho. Definições.

“A escrita do testemunho em Memórias do cárcere” de Alfredo Bosi; “O que é literatura de testemunho (e considerações em torno de Graciliano Ramos, Alex Polari e André Du Rap)” de Wilberth Salgeiro; “A literatura de testemunho e a violência de estado” de Valéria de Marco; Márcio Seligmann-Silva, “Zeugnis e Testimonio, um caso de intraduzibilidade de conceitos”, “Narrar o trauma– a questão do testemunho de catástrofes históricas”, Literatura e trauma”.

Aula 7 – dia 5 de maio – O território do testemunho. Definições.

“A escrita do testemunho em Memórias do cárcere” de Alfredo Bosi; “O que é literatura de testemunho (e considerações em torno de Graciliano Ramos, Alex Polari e André Du Rap)” de Wilberth Salgeiro; “A literatura de testemunho e a violência de estado” de Valéria de Marco; Márcio Seligmann-Silva, “Zeugnis e Testimonio, um caso de intraduzibilidade de conceitos”, “Narrar o trauma – a questão do testemunho de catástrofes históricas”, Literatura e trauma”.

Aula 8 – dia 12 de maio – O território do testemunho. Definições.

“A escrita do testemunho em Memórias do cárcere” de Alfredo Bosi; “O que é literatura de testemunho (e considerações em torno de Graciliano Ramos, Alex Polari e André Du Rap)” de Wilberth Salgeiro; “A literatura de testemunho e a violência de estado” de Valéria de Marco; Márcio Seligmann-Silva, “Zeugnis e Testimonio, um caso de intraduzibilidade de conceitos”, “Narrar o trauma – a questão do testemunho de catástrofes históricas”, Literatura e trauma”.

Aula 9 – dia 19 de maio – Discussão de projetos dos alunos.

Aula 10 – dia 26 de maio – Blanchot, Derrida. Escrever o segredo. O instante de minha morte de Maurice Blanchot; Morada e Mal de arquivo de Jacques Derrida.

Aula 11 – dia 2 de junho – Blanchot, Derrida. Escrever o segredo. O instante de minha morte de Maurice Blanchot; Morada e Mal de arquivo de Jacques Derrida.

Aula 12 – dia 9 de junho – Depor sobre o desaparecimento.O relatório da Comissão Nacional da verdade (Literatura e Direito).

Habeas corpus. Que se apresente o corpo. A busca dos desaparecidos no Brasil; Brasil e África do Sul: os paradoxos da democracia. Memória política em democracias com herança autoritária de Edson Teles; O inconsciente jurídico. Julgamentos e traumas no século XX de Shoshana Felman; Pardonner. L’impardonnable et l’imprescriptible de Jacques Derrida; Memória, história, esquecimento de Paul Ricoeur.

Aula 13 – dia 16 de junho – Depor sobre o desaparecimento. O relatório da Comissão Nacional da verdade (Literatura e Direito).

Habeas corpus. Que se apresente o corpo. A busca dos desaparecidos no Brasil; Brasil e África do Sul: os paradoxos da democracia. Memória política em democracias com herança autoritária de Edson Teles; O inconsciente jurídico. Julgamentos e traumas no século XX de Shoshana Felman; Pardonner. L’impardonnable et l’imprescriptible de Jacques Derrida; Memória, história, esquecimento de Paul Ricoeur.

Aula 14 – dia 23 de junho – Depor sobre o desaparecimento. O relatório da Comissão Nacional da verdade (Literatura e Direito).

Habeas corpus. Que se apresente o corpo. A busca dos desaparecidos no Brasil; Brasil e África do Sul: os paradoxos da democracia. Memória política em democracias com herança autoritária de Edson Teles; O inconsciente jurídico. Julgamentos e traumas no século XX de Shoshana Felman; Pardonner. L’impardonnable et l’imprescriptible de Jacques Derrida; Memória, história, esquecimento de Paul Ricoeur.

Avaliação. Os trabalhos deverão ser encaminhados por email um mês após o fim do semestre.

Bibliografia:

Agamben, Giorgio. Homo sacer III. O que resta de Auschwitz. Trad. Selvino J. Assmann. São Paulo: Boitempo, 2008.

Arendt, Hannah. The Portable Hannah Arendt. Baehr, Peter (Ed.). Nova York: Peguin Books, 2000.

Au sujet de Shoah. Le film de Claude Lanzmann. Paris: Belin, col. “L’extrême contemporain”, 1990.

Benveniste, Émile. “Capítulo VII – Religião e superstição“. In: O Vocabulário das instituições indo-europeias. Volume II. Poder, Direito, Religião. Trad. Denise Bottmann e Eleonora Bottmann. Campinas: Editora da Universidade Estadual de Campinas, 1995.

Benveniste, Émile. “Da subjetividade na linguagem”. In: Problemas de linguística geral I. Trad. Maria da Glória Novak e Maria Luisa Neri. Campinas, Pontes, 2005.

Blanchot, Maurice. O Instante da minha morte (edição bilíngüe). Trad. Fernanda Bernardo. Porto: Campo das Letras, 2003. [L’Instant de ma mort. Paris: Ed. Gallimard, 1983, 2002.]

Bosi, Alfredo. “A escrita do testemunho em ‘Memórias do cárcere’”. Estudos avançados 9 (23), 1995.

Burgos, Elisabeth. Me llamo Rigoberta Menchu y así me nació la consciencia. Buenos Aires: Siglo xxi editores, 1997, 2007.[Meu nome é Rigoberta Menchú e assim nasceu a minha consciência. Trad. Lólio Lourenço de Oliveira. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1993.]

Caruth, Cathy. Unclaimed Experience. Trauma, Narrative, Experience. Baltimore: The Johns Hopkins University Press, 1996.

Chalamov [ou Shalamov], Varlam. Récits de la Kolyma. Trad. Benech, Sophie; Fournier, Catharine; Jurgenson, Luba. Paris: Vernier, col. “Slovo”, 2003. [Kolyma Tales. Nova York: Penguin Books, 1995. epub.]

Coquio, Catherine (org.). L’histoire trouée. Négation et témoignage. Nantes: Librairie L’Atalante, 2003.

Derrida, Jacques. Donner la mort. Paris: Galilée, 1999.

Derrida, Jacques. Espectros de Marx. Trad. Skinner, Anamaria. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1994.

Derrida, Jacques. Mal de Arquivo. Uma impressão freudiana. Trad. Rego, Cláudia de Moraes. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2001.

Derrida, Jacques. Morada. Trad. Silvina Rodrigues Lopes. Lisboa: Edições Vendaval, 2004.

Derrida, Jacques. Pardonner. L’impardonnable et l’imprescriptible. Paris: Galilée, 2012.

Derrida, Jacques. “Poétique et politique du témoignage“. Cahiers de l’Herne. Derrida. Mallet, Marie Louise e Michaud, Ginette (orgs.). Paris: Éditions de l’Herne, 2004.

Didi-Huberman, Georges. “Images malgré tout“. in: Chéroux, Clément (dir.) Mémoire des camps. Photographies des camps de concentration et d’extermination nazis (1933-1999).Paris: Marval, 2001.

Didi-Huberman, Georges. Images malgré tout. Paris: Minuit, 2004. [Tradução espanhola: Imagines pese a todo (primeiro capítulo do livro).Trad. Mariana Miracle. Barcelona: Paidós, 2004.]

Felman, Shoshana e Laub, Dori. Testimony. Crises of Witnessing in Literature, Psychoanalysis, and History. Nova York: Routledge, 1992.

Felman, Shoshana. O Inconciente Jurídico. Julgamentos e traumas no século XX. Trad. Ariani Bueno Sudatti. São Paulo: Edipro, 2014. [The Juridical Unconscious. Trials and Traumas in the 20th Century. Cambridge: Harvard University Press, 2002.]

Foucault, Michel. A verdade e as formas juridicas. Trad. Machado, Roberto e Jardim, Eduardo. Rio de Janeiro: Nau Editora/Puc-RJ, 2002.

Gagnebin, Jeanne-Marie. Lembrar Escrever Esquecer. São Paulo: Editora 34, 2006.

Ginzburg, Jaime. Crítica em tempos de violência. Tese de Livre docência em Literatura Brasileira. Universidade de São Paulo, São Paulo, 2010.

Givoni, Michal. “Witnessing/Testimony”. Mafte’ahk, 2e/ 2011.

Habeas Corpus. Que se apresente o corpo. A busca dos desaparecidos no Brasil. Brasília: Secretaria dos direitos humanos, 2010.

Klüger, Ruth. Paisagens da memoria. Autobiografia de uma sobrevivente do Holocausto. Trad. Aron, Irene. São Paulo: editora 34, 2005.

Kucinski, Bernardo. K. Relato de uma busca. São Paulo: Cosac Naify, 2014, 2a edição.

Lanzmann, Claude. Shoah [em francês] Paris: Folio, 1997. [Shoah. An Oral History of the Holocaust. The Complete Text of the Film. Nova York: Pantheon Books, 1985.]

Levi, Primo. É isto um homem Trad. Luigi del Re. Rio de Janeiro: Rocco, 1997, 2a edição. [Se questo è un uomo. Torino: Letteratura italiana Einaudi, 1989.]

Levi, Primo. Os afogados e os sobreviventes. Tradução: Luiz Sérgio Henriques. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990. [Les naufragés et les rescapés. Trad. André Maugé. Paris: Ed. Gallimard, 1989.]

Ludueña, Fabián. La Comunidad de los espectros. Buenos Aires: Miño y Dávila, 2010.

Marco, Valéria de. “A literatura de testemunho e a violência de estado”. LUA NOVA Nº 62— 2004.

Mendes, Luiz Alberto. Memórias de um sobrevivente. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.

Nancy, Jean-Luc. “Le représentation interdite“. In: Nancy, Jean-Luc (dir.) L’art et la mémoire des camps. Représenter exterminer. Paris: Seuil, 2001.

Penna, João Camillo. “Poética da vítima“. Revista Brasileira, Fase VIII, Janeiro-fevereiro-março 2013, ano II, no. 74.

Penna, João Camillo. “Representar o irrepresentável?“. In: Sentido dos lugares. Abralic. Associação Brasileira de Literatura Comparada. Ata do XI Congresso Internacional Abralic 2006. Universidade Estadual do Rio de Janeiro, 2006.

Ramos, Graciliano. Memórias do Cárcere, vol. 1 e 2. Editora Record, versão digital.

Rancière, Jacques. A partilha do sensivel. Trad. Mônica Costa Netto. São Paulo: Ed 34, 2005.

Rancière, Jacques. O insconsciente estético. Trad. Mônica Costa Netto. São Paulo: Ed. 34, 2009.

Rancière, Jacques. “Se existe o irrepresentável.” O destino das imagens. Trad. Mônica Costa Netto, Mônica. Rio de Janeiro: Contraponto Editora, 2012.

Relatório Final da Comissão da Verdade.

Relatório Final da Comissão da Verdade. Volume II. Relatório Final.

Relatório Final da Comissão da Verdade. Volume III. Mortos e Desaparecidos 1970-1971.

Relatório Final da Comissão da Verdade. Volume III. Mortos e Desaparecidos Junho de 1973 – Abril de 1974.

Richard, Nelly. Crítica de la Memória (1990-2010). Santiago: Ediciones Universidad Diego Portales, 2010.

Ricoeur, Paul. La Memória, la História, el Olvido. Trad. Neira, Augustín. Buenos Aires: Fondo de Cultura Econômica, 2004.

Ricouer, Paul. Memória, história, esquecimento [Memory, History, Oblivion] (Conferência), 2003.

Salgeiro, Wilberth. “O que é literatura de testemunho (e considerações em torno de Graciliano Ramos, Alex Polari e André Du Rap)”. Matraga, Rio de Janeiro, v.19, n.31, jul./dez. 2012.

Schwarz, Roberto. “O fio da meada”. In: Que horas são? São Paulo: Companhia das Letras, 1987.

Seligmann-Silva, Márcio (org.). Dossiê Literatura como uma arte da memória. Remate de Males, 26.1, 2005.

Seligmann-Silva, Márcio e Nestrovski, Artur (orgs.). Catástrofe e representação. São Paulo: Escuta, 2000.

Seligmann-Silva, Márcio. Artigo: “A escritura da memória: mostra palavras e narrar imagens”. Remate de males,26 (1), jan-jun, 2006.

Seligmann-Silva, Márcio et alii (org.). Imagem e Memória.

Seligmann-Silva, Márcio. Artigo: “Imagens precárias: inscrições tênues da violência ditatorial no Brasil”. estudos de literatura brasileira contemporânea, no. 43, jan/jun, 2014.

Seligmann-Silva, Márcio. Artigo: “Literatura e trauma“. Pro-posições, vol. 13 , no. 3 (39) – set./dez. 2002.

Seligmann-Silva, Márcio. Artigo: “Narrar o trauma: a questão do testemunho de catástrofes históricas”. Psicologia clínica, vol. 20, no. 1, 2008.

Seligmann-Silva, Márcio. Artigo: “Novos escritos dos cárceres: uma análise de caso. Luiz Alberto Mendes, Escritos da sobrevivência“. Manuscrito.

Seligmann-Silva, Márcio. Artigo: “O local do testemunho“. Tempo e argumento. Revista do Programa de Pós-Graduação em História, Florianópolis, vol. 2, no. 1, jan./jun. 2010.

Seligmann-Silva, Márcio. Artigo: “Testemunho e a política da memória: o tempo de depois das catástrofes”. Projeto história, São Paulo (30), jun. 2005.

Seligmann-Silva, Márcio. Artigo: ““Zeugnis” e “testimonio”: um caso de intraduzibilidade entre conceitos”. Pandaemonium Germanicum, 6/2002.

Seligmann-Silva, Márcio. Homepage.

Seligmann-Silva, Márcio. O local da diferença. Ensaios sobre memória, arte, literatura e tradução. São Paulo: editora 34, 2005.

Sim, Celso. penetrável genet. Histórico da obra.

Sim, Celso. penetrável genet. Sinopse..

Teles, Edson. Brasil e África do Sul. Os paradoxos da democracia. Memória política em democracias com herança autoritária. Tese de Doutoramento. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Políticas, Departamento de Filosofia. Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007.

Wajcman, Gérard. “De la croyance photographique“. Les Temps modernes, 56ème année, mars-avril-mai 2001, no. 613.

Filmografia:

Castillo, Carmen. Calle Santa fé (2007).

Castro, Flávia. Diário de uma busca (2011).

Coutinho, Eduardo. Cabra marcado para morrer (1984).

Ferraz, Isa Grinspum. Marighella (2012).

Gúzman, Patrício. Chile, La memória obstinada [Chile, the Obstinate Memory] (1997).

Gúzman, Patrício. La Batalla de Chile (1975, 1976, 1979).

Gúzman, Patrício. Nostalgia de la luz (2010).

Lanzmann, Claude. Shoah (1985), Part 1Part 2.

Murat, Lúcia. Que bom te ver viva (1989).

Panh, Ritty. Duch le maitre des forges de l’enfer (2011).

Panh, Ritty. S-21, The Khmer Rouge Killing Machine (2003).

Sim, Celso. penetrável genet : cinexperiência : isso aqui só para no inferno (2014).

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