Seminário de Pós-Graduação: Poética das ocupações, poéticas da intervenção – entre arte e ativismo (2017.1).

Professores: João Camillo Penna (UFRJ) e Ricardo Basbaum (UFF)

Horário: 14:00 h às 18:00 h.

Local: Casa França-Brasil. Rua Visconde de Itaboraí, 78. Centro.

Início das aulas: dia 22 de março.

Ementa: Manifestar, instalar, montar, ocupar; movimento, acontecimento, rebelião, insurreição. Uma reflexão que procurasse articular as questões da arte e literatura às da política, situando-se na junção arte/ativismo, deveria começar por uma discussão sobre os nomes da espacialização das práticas. Não há coincidência nenhuma no fato de uma crise mundial da democracia representativa, e do modelo partidário-eleitoral-parlamentar, mobilizando um diagnóstico mais ou menos consensual sobre a crise da política como um todo, ter produzido como seu corolário necessário e involuntário a invenção de novas formas de política, que poderíamos chamar de política direta ou imediata, que começaram a pulular pelo mundo com o início do século XXI. São exemplos dessas manifestações: o movimento Zapatista em Chiapas (México, ainda na última década do século XX), o movimento antiglobalização (de Altermondialização), a “primavera árabe”, o 15-M espanhol, o Occupy nos Estados Unidos, o Diren Gezi na Turquia, as manifestações de junho de 2013 no Brasil. Atualmente a política direta está sendo inventada no Brasil na escolas públicas, com o movimento das ocupações dos Secundaristas, contradizendo uma percepção lúgubre generalizada sobre o retrocesso da democracia brasileira na sequência do golpe jurídico-parlamentar-midiático ocorrido. O que tem a arte/poesia a dizer sobre isso? Uma primeira hipótese que gostaríamos de encaminhar é que há uma arte/poesia interventiva direta, que se situa no campo das práticas, avessa à representação, e que vem sendo praticada há algum tempo, oferecendo a contrapartida exata para a crise da representação política, em sintonia com os acontecimentos da política atual das redes sociais. Ela se articula com uma crítica institucional dos lugares hegemônicos da arte, mobiliza programas de ações coletivas em consonância com as ocupações, novo modelo da política do agora. Pensar uma “Poética das ocupações” no contexto das “Poéticas da intervenção” não significa estetizar as ocupações esvaziando o seu cunho eminentemente político, mas realizar um caminho de mão dupla: em que medida as ocupações mobilizam uma poética ou uma prática artística de intervenção; em que medida há uma política ocupacional envolvida em uma certa arte atual. Por outro lado, considerar as poéticas de intervenção também implica em reconhecer as diferenças entre ativismo e arte, no sentido da construção de si como artista ou ativista e no reconhecimento dos processos (conceituais, plástico-materiais, sensoriais) de intervenção que estão em jogo a cada momento. Há que se reconhecer a especificidade das práticas artísticas, em suas mediações de um circuito de arte, como processos de produção de subjetividade – ao mesmo tempo em que se diluem as diferenças entre a produção da obra de arte e a construção, organização ou gestão do evento/intervenção: há sempre em jogo um agregado de interesses, em que se enfrentam também aqueles das forças corporativas e macroeconômicas. Se ocupar um lugar como ativista ou artista no tecido social implica em experimentar e administrar um “intervalo” entre a “construção de si” e a “construção de si como ativista/artista”, como se dá a construção deste sujeito coletivo “de intervenção”? O que é que faço, o que quero fazer, onde me situo nesse contexto? Como se configura essa situação com a qual me defronto? Como ali intervir de modo a fazer com que a ação funcione e assim configurar uma prática e atuação? Percebo-me articulado em uma comunidade a partir da qual as práticas que desenvolvo produzem uma articulação mais intensa, de compartilhamento? Qual o perfil desta articulação comunitária: traços de uma amizade produtiva, questões geracionais, tópicos de uma plataforma comum de ação? Curso oferecido em conjunto pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Literatura (FL/UFRJ), pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos das Artes (PPGCA/UFF) e pelo Programa de Pós Graduação em Artes Visuais (PPGARTES/UERJ).

Cronograma (esboço) – Versão em Word da ementa e do cronograma.

aula 0. 22 de março. programa: Percorrer a geografia do diagrama para dali extrair eixos temático-conceituais; a produção de fala a partir do diagrama; o diagrama como superfície sensorial-conceitual ou pós-conceitual. Diagrama, teoria e prática: forma/modo de ação, superfície de retroalimentação que se cartografa continuamente. Como acoplar-se ao diagrama e torná-lo produtivo? Como produzir diagramas próprios? O diagrama poético-político – ferramenta de gestos excessivos ou elemento pragmático para ações pontuais, eficientes?

cleo 1. aulas 1-2: 29 de março; 5 de abrilprograma: artista / militante. duas figuras, dupla figura. em busca de um nova definição da militância. conjunto intercessão: artista/militante; o militante/artista.táticas de intervenção como ação estético-política. vanguarda e novos modos de fazer/agir. acontecimento. an-artista; anti-artista; não-artista: politizações do campo da arte. poesia direta; diagrama.

Bibliografia recomendada:

  • Basbaum, Ricardo e Penna, João Camillo.Diagrama (manifestações) versão no. 2, 2016. Grey Room 65, Fall 2016.
  • Kaprow, Allan. “The Education of the Un-artist. Part I”. In: Essays on the blurring of art and life. Berkeley: University of California Press, 1993.
  • Coletivo 28 de maio (i.e. Jorge Vasconcellos e Mariana Pimentel). “O que é uma ação estético-política? (um contramanifesto). Publicado originalmente em Revista Vazantes, no. 1. Dossiê: Matéria, Materialização, (Novos) Materialismos). Programa de Pós-Graduação em Artes. Universidade Federal do Ceará (UFC).
  • Jourdan, Camila. “Não é o voto que vai provocar uma catástrofe maior…”. Entrevista com Léo Mendes. Geledés. Instituto da mulher negra.
  • Nunes, Rodrigo. “Notes towards a rethinking of the militant”. In: Communism in the 21st Century, editado Shannon Brincat, vol. 3, 163-188. Santa Barbara: Praeger, 2014.
  • Roque, Tatiana. “Sobre a noção de diagrama: matemática, semiótica e as lutas minoritárias”. Publicado originalmente em Revista Trágica: estudos de filosofia e imanência. 1o. quadrimestre de 2015, vol 8 – no. 1, pp. 84-104.
  • Expósito, Marcelo. A arte como produção de modos de organização. Transcrição e tradução de Milla Jung. In Francowicz, Marcos. (Org.) ¡Si, tiene en portugués!. 1ed. Curitiba: contemplado pelo Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais 11ª Edição, 2015.[Vídeo da conferência.]
  • Deleuze, Gilles. “Instintos e instituições”. In: A ilha deserta e outros textos. Tradução : Hélio Rebello Cardoso Júnior. São Paulo: Editora Iluminuras, 2004.
  • Deleuze, Gilles. “Os intercessores”. In: Conversações. Trad. Peter Pál Bart. São Paulo: Ed. 34, 1992.

nota: Não haverá aula nos dias 12 e 19 de abril.

 cleo 2. aulas 3-4: 26 de abril; 3 de maio. programa: arte, política, neoliberalismo. Diagnóstico do presente, o antropoceno e suas vertentes, o desgoverno dos governos, capitalismo semiótico, inventário de possíveis saídas: afeto, trabalho imaterial, general intellect.

Bibliografia recomendada:

  • Haraway, Donna. “Anthropocene, Capitalocene, Plantionocene, Chthulucene: Making Kin”. Originalmente publicado em: Environmental Humanities, vol. 6, 2015, pp. 159-165.
  • Berardi, Franco “Bifo”.The Uprising. On Poetry and Finance. Los Angeles: semiotext(e), 2012.
  • Clough, Patricia T. “The Affective Turn. Political Economy, Biomedia and Bodies”. In: Theory, Culture & Society. January 2008 25: 1-22.
  • Wolodzko, Agnieszka Anna. “Materiality of Affect: How Art Reveal the more Subtle Realities of an Encounter”. In: Braidotti, Rosi e Dolphijn, Rick.This Deleuzian Century. Art, Activism, Life. Boston (EUA)/ Leiden (Holanda): Brill Rodopi, 2014.
  • Osborne, Peter. “The Postconceptual Condition, or The Cultural Logic of High Capitalism Today”, inRadical Philosophy 184, março/abril 2014.
  • Virno, Paolo.“Labor, Action, Intellect”In: A Grammar of the Multitude. Nova York/Los Angeles: Semiotex(e), 2004.
  • Lazzarato, Maurizio; Negri, Antonio. Trabalho imaterial. Formas de vida e produção de subjetividade. Trad. Mônica Jesus. Rio de Janeiro: DP&A, 2001.
  • Comitê invisível.“Eles querem nos obrigar a governar, mas não vamos cair nessa provocação”. In: Aos nossos amigos. Crise e Insurreição. Tradução: Edições Antipáticas. São Paulo: n-1 edições, 2016.

cleo 3. aulas 5-6: 10 de maio; 17 de maio. programa: ocupação, crítica institucional, arquitetura, urbanismo, espaço-lugar. O que significa ocupar? Espaços institucionais, escola, museu, cidade. O espaço precondiciona a ocupação. Interferência no conceito de público. Arte e saber, destruição do saber da arte.

Bibliografia recomendada:

  • Bentes, Ivana.“Mídia-multidão. A câmera de cobate. Comover, viralizar, politizar”. In: Mídia-Multidão. Estéticas da comunicação e biopolíticas. Rio de Janeiro: Mauad X, 2015.
  • Brito, Ronaldo. “O moderno e o contemporâneo (o novo e o outro novo)”, inArte Brasileira Contemporânea – Caderno de Textos 1. Funarte, Rio de Janeiro, 1980.
  • Pelbart, Peter Pál.Carta aberta aos secundaristas. São Paulo: n-1, 2016.
  • Baudrillard, Jean. “O efeito Beaubourg, implosão e dissuasão.” In: Simulacros e simulação. Trad. Maria João da Costa Pereira. Lisboa: Relógio d’água, 1991.
  • O’Doherty, Brian. No interior do cubo branco. A ideologia do espaço na arte. Trad. Carlos S. Mendes Rosa. São Paulo: Martins Fontes, 2002.
  • Crimp, Douglas. Sobre as ruínas do museu. Trad. Fernando Santos. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

cleo 4. aulas 7-8. 24 de maio; 31 de maio. programa: rizoma, rede, circuito de arte, linha orgânica, intercessores. Ocupar o tempo, espaço topológico: rizoma, a construção kafkiana, rede, corpo.

Bibliografia recomendada:

  • Adams, Jason M.Occupy Time: Technoculture, Immediacy, and Resistance after Occupy Wall Street Nova York: Palgrave Macmillan, 2014.
  • Galloway, Alexander R., Thacker, Eugen e Wark, McKenzie.Excommunication – Three inquiries in media and mediation. Chicago, University of Chicago Press, 2014.
  • Kafka, Franz.Um artista da fome e A construção. Trad. Modesto Carone. São Paulo: Companhia das Letras, s/d/
  • Deleuze, Gilles e Guattari, Félix. Para uma literatura menor. Trad. Rafael Godinho. Lisboa: Assírio Alvim, 2003.
  • Musso, Pierre. “A filosofia da rede”. In: Parente, André  (Org.),Tramas da rede, Porto alegre, Sulina, 2004.
  • Nunes, Rodrigo.The Organisation of the Organisationless. Collective Action After Networks. Leuphana University: Post-Media Lab/Mute Books, 2014.
  • Rolnik, Suely. “Pensar a partir o saber-do-corpo. Uma micropolítica para resistir ao inconsciente colonial”.

exercícios. aulas 9-10. 7 de junho; 14 de junho. programa: como trazer as questões discutidas no curso – ou seja, descobri-las em proximidade, ainda problematizando-as – através de um conjunto de práticas e processos? elaborar proposta de exercício nessa direção.

final. aulas 11-12. 21 de junho; 28 de junho. programa: resistência, linhas de fuga, espaço de liberdade.

Bibliografia básica do curso e links:

Adams, Jason M. Occupy Time: Technoculture, Immediacy, and Resistance after Occupy Wall Street Nova York: Palgrave Macmillan, 2014.

Alberro, Alexandre e Stimson, Blake (eds.). Institutional Critique. An Anthology of Artists’ writings. Cambridge/Londres: MIT Press, 2009.

Basbaum, Ricardo. “Diferença entre nós e eles”. (“Differences between us and them”, publicado originalmente em Static Pamphlet, outubro de 2003). https://rbtxt.files.wordpress.com/2016/11/diferenccca7as-entre-nocc81s-e-eles_f_2.pdf 

Basbaum, Ricardo e Penna, João Camillo. Diagrama (manifestações) versão no. 2, 2016.. Post-Election Artists Dossier. Grey Room 65, Fall 2016.

Baudrillard, Jean. “O efeito Beaubourg, implosão e dissuasão.” In: Simulacros e simulação. Trad. Maria João da Costa Pereira. Lisboa: Relógio d’água, 1991.

Bentes, Ivana. “A última maça do paraíso”. Revista Cult. Outubro de 2016. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/a-ultima-maca-do-paraiso/

Bentes, Ivana. Mídia-Multidão. Estéticas da comunicação e biopolíticas. Rio de Janeiro: Mauad X, 2015.

Bentes, Ivana. “Ocupa Tudo! Extinção, ressurreição e insurreição da Cultura”. In: Rovai, Renato (org.) Golpe 16. Forum, 2016. Disponível em: http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/blog-na-rede/2016/10/ocupa-tudo-extincao-ressurreicao-e-insurreicao-da-cultura-9780.html

Berardi, Franco “Bifo”. The Uprising. On Poetry and Finance.. Los Angeles: semiotext(e), 2012.

Braidotti, Rosi. Nomadic Subjects. Embodiment and Sexual Difference in Contemporary Feminist Theory Thoery. Nova York: Columbia University Press, 1994.

Braidotti, Rosi. Transpositions. On Nomadic Ethics. Cambridge (Inglaterra)/ Malden (EUA): Polity Press, 2006.

Braidotti, Rosi e Dolphijn, Rick. This Deleuzian Century. Art, Activism, Life. Boston (EUA)/ Leiden (Holanda): Brill Rodopi, 2014.

Brito, Ronaldo. “O moderno e o contemporâneo (o novo e o outro novo)“, in Arte Brasileira Contemporânea – Caderno de Textos 1. Funarte, Rio de Janeiro, 1980.

Calixto, Fabiano & Tostes, Pedro. Vinagre. Uma antologia de poetas neobarracos. 2 ed. São Paulo: Edições V de Vândalo. (e-book).

Clough, Patricia T. “The Affective Turn. Political Economy, Biomedia and Bodies“. In: Theory, Culture & Society. January 2008 25: 1-22.

Coletivo 28 de maio (i.e. Jorge Vasconcellos e Mariana Pimentel). “O que é uma ação estético-política? (um contramanifesto).” Publicado originalmente em Revista Vazantes, no. 1. Dossiê: Matéria, Materialização, (Novos) Materialismos). Programa de Pós-Graduação em Artes. Universidade Federal do Ceará (UFC.

Comitê invisível. Aos nossos amigos. Crise e Insurreição. Tradução: Edições Antipáticas. São Paulo: n-1 edições, 2016.

Comitê Invisível. L’Insurrection qui vient. Paris: La Fabrique éditions, 2007.

Crimp, Douglas. Sobre as ruínas do museu. Trad. Fernando Santos. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

Deleuze, Gilles. “Instintos e instituições“. In: A ilha deserta e outros textos. Tradução : Hélio Rebello Cardoso Júnior. São Paulo: Editora Iluminuras, 2004.

Deleuze, Gilles. “Os intercessores“. In: Conversações. Trad. Peter Pál Bart. São Paulo: Ed. 34, 1992.

Deleuze, Gilles e Guattari, Félix. Kafka. Para uma literatura menor. Trad. Rafael Godinho. Lisboa: Assírio Alvim, 2003.

Expósito, Marcelo. A arte como produção de modos de organização. Transcrição e tradução de Milla Jung. In FRANKOWICZ, Marcos. (Org.) ¡Si, tiene en portugués!. 1ed. Curitiba: contemplado pelo Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais 11ª Edição, 2015.[Vídeo da conferência.]

Flusser, Vilém. “Política e língua”, in Ficções filosóficas. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo,

Foucault, Michel. O governo de si e dos outros. São Paulo, Martins Fontes, 2010.

Galloway, Alexander R., Thacker, Eugen e Wark, McKenzie. Excommunication – Three inquiries in media and mediation. Chicago, University of Chicago Press, 2014.

Guéron, Rodrigo e Vasconcellos, Jorge. “Depois de junho, o que nos resta a fazer? Ações estético-políticas! (notícias de um Brasil insurgente: as manifestações de junho-2013 e a reação microfacista a elas)”. Publicado originalmente em Alegrar, no. 15, junho de 2015.

Haraway, Donna. “Anthropocene, Capitalocene, Plantionocene, Chthulucene: Making Kin”. Originalmente publicado em: Environmental Humanities, vol. 6, 2015, pp. 159-165. Disponível em: http://environmentalhumanities.org/arch/vol6/6.7.pdf

Harvey, David; Maricato, Ermínia; Žižek, Slavoj; Davis, Mike et. al. Cidades Rebeldes: Passe livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil. São Paulo: Boitempo Editorial, 2013.

Holmes, Brian. Escaping the overcode: activist art in the control society. Eindhoven, Van Abbemuseum, 2009. http://brianholmes.wordpress.com/2009/01/19/book-materials/

Jota Mombaça. Pode um cu mestiço falar? Disponível em: https://medium.com/@jotamombaca/pode-um-cu-mestico-falar-e915ed9c61ee#.no5qwutag

Jourdan, Camila. “Não é o voto que vai provocar uma catástrofe maior…”. Entrevista com Léo Mendes. Geledés. Instituto da mulher negra. Disponível em: http://www.geledes.org.br/nao-e-o-voto-que-vai-evitar-uma-catastrofe-maior-catastrofe-ja-esta-posta-professora-camila-jourdan-fala-ao-dcm-por-leo-mendes/#gs.xahoCNE

Kafka, Franz. Um artista da fome e A construção. Trad. Modesto Carone. São Paulo: Companhia das Letras, s/d/

Kaprow, Allan. “The Education of the Un-artist. Part I, II, III.” In: Essays on the blurring of art and life. Berkeley: University of California Press, 1993.

Kiffer, Ana e Guéron, Rodrigo. “Carta ao mundo sobre o golpe”.

Lazzarato, Maurizio; Negri, Antonio. Trabalho imaterial. formas de vida e produção de subjetividade. Trad. Mônica Jesus. Rio de Janeiro: DP&A, 2001.

Musso, Pierre. “A filosofia da rede“. In: Parente, André  (Org.),Tramas da rede, Porto alegre, Sulina, 2004.

Nunes, Rodrigo. “Geração-acontecimento. Pensar a mudança a partir do Brasil”, in Nueva Sociedad, dezembro 2014, www.nuso.org.

Nunes, Rodrigo. “Notes towards a rethinking of the militant”. In: Communism in the 21st Century, editado Shannon Brincat, vol. 3, 163-188. Santa Barbara: Praeger, 2014.

Nunes, Rodrigo. The Organisation of the Organisationless. Collective Action After Networks. Leuphana University: Post-Media Lab/Mute Books, 2014.

O’Doherty, Brian. No interior do cubo branco. A ideologia do espaço da arte. A ideologia do espaço na arte. Trad. Carlos S. Mendes Rosa. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

Osborne, Peter. “The Postconceptual Condition, or The Cultural Logic of High Capitalism Today“, in Radical Philosophy 184, março/abril 2014.

Pelbart, Peter Pál. Carta aberta aos secundaristas. São Paulo: n-1, 2016. Disponível em: http://cgceducacao.com.br/carta-aberta-aos-secundaristas/.

Penna, João Camillo. “O dispositivo Questions théoriques“. [No prelo. Referência da versão publicada: In: Glenadel, Paula; Gorrillot, Bénédicte; Lemos, Masé; Moraes, Marcelo Jacques de (orgs.). Poesia e interfaces: operações, composições, plasticidades. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2017.]

Rolnik, Suely. “Pensar a partir o saber-do-corpo. Uma micropolítica para resistir ao inconsciente colonial”. https://laboratoriodesensibilidades.wordpress.com/2016/07/25/pensar-a-partir-do-saber-do-corpo-uma-micropolitica-para-resistir-ao-inconsciente-colonial-proposicao-de-suely-rolnik/

Roque, Tatiana. “Le diagramme libéré de l’algébrique: point, mobile, trait, pointillé”. Deleuze et les multiplicités. Paris: Hermann, 2017.

Roque, Tatiana. “Sobre a noção de diagrama: matemática, semiótica e as lutas minoritárias ”. Publicado originalmente em Revista Trágica: estudos de filosofia e imanência. 1o. quadrimestre de 2015, vol 8 – no. 1, pp. 84-104.

Roque, Tatiana e Lazzarato, Maurizio. “Ruptures subjectives et investissements politiques: juin 2013 au Brésil et questions de continuité ». No prelo : Rue Descartes. College International de Philosophie. Texto não revisado.

Safatle, Vladimir. Quando as ruas queimam: manifesto pela emergência. Sao Paulo: n-1 edições, 2016.

Shaviro, Steven. “Deleuze’s Encounter with Whitehead”. http://www.shaviro.com/Othertexts/DeleuzeWhitehead.pdf (Publicado com o título de: “Actual Entities and Eternal Objects”. Without Criteria. Kant, Whitehead, Deleuze, and Aesthetics. Cambridge, Londres: The MIT Press, 2009.)

Singer, André. “Brasil, junho de 2013. Classe e ideologias cruzadas”. Novos Estudos 97, novembro de 2013.

Spivak, Gayatri Chakravorty. Pode o subalterno falar? Trad. Sandra Regina Goulart Almeida, Marcos Pereira Feitosa, André Pereira Feitosa. Belo Horizonte, Ed. UFMG, 2010.

Thacker, Eugen e Galloway, Alexander. The Exploit. A Theory of Networks. University of Minnesota Press: 2007.

Virno, Paolo. A Grammar of the Multitude. Nova York/Los Angeles: Semiotex(e), 2004.

Documentários

Feitosa, Charles; Nascimento, Vinicius; Rezende, Renato. Fomos filosofia e poesia, seremos crime. senha: 23.

Cavalieri, Cecília. A insurreição e o desprezo pelo vazio: por uma poética da ocupação que vem. senha: ocupatudo.

Cyriaco, Rômulo. Ninguém é Black bloc.

Vinegar Syndrome. É tudo mentira. senha: alternativamidia